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Mulher é presa por matar marido durante briga sobre roteador de Wi-Fi

Suspeita disse à polícia que vítima estava limpando a arma quando acidentalmente atirou; depoimento do filho do casal, única testemunha do disparo, contensa versão

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Imagem ilustrativa • Fabio Dias | Divulgação PCPR

Uma discussão por causa de um roteador de Wi-Fi terminou em morte no interior do Paraná e levou à prisão de uma mulher suspeita de matar o próprio marido. O caso ocorreu no município de Cafelândia, na região oeste do estado, na última sexta-feira (27).

De acordo com as informações da polícia, um desentendimento entre o casal relacionado ao funcionamento da internet na residência teria motivado o crime. Durante a briga, a mulher atirou contra o companheiro, que não resistiu aos ferimentos.

Inicialmente, o caso foi tratado como morte acidental. Enquanto ainda estava no hospital ao lado do marido, a suspeita disse à polícia que o companheiro tinha o registro de arma de fogo e que, enquanto a vítima limpava o armamento, uma espingarda calibre 22, atirou contra si mesmo por engano.

No entanto, o depoimento do filho do casal contestou a versão apresentada pela mulher. O menino, única testemunha do disparo, teria, logo depois do ocorrido, pedido socorro a familiares. Para a polícia e o Conselho Tutelar, o menor afirmou que sua mãe havia atirado em seu pai.

Além do depoimento do filho, a análise da perícia identificou indícios incompatíveis com a hipótese de acidente: não haviam sinais de tiro encostado ou a curta distância. Ou seja, a vítima não poderia ter realizado o disparo contra si mesma.

Segundo a polícia, familiares e vizinhos do casal informaram aos investigadores que o casal brigava frequentemente e que a suspeita seria uma pessoa agressiva. Uma das pessoas ouvidas afirmou ainda já ter visto a mulher bater em seu marido com um pedaço de pau.

Diante das inconsistências e do avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão da mulher, que passou a ser tratada como principal suspeita pelo homicídio. Ela foi ndiciada pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e presa preventivamente.

*Com informações de CNN Brasil

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.