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Viktor Orbán reconhece derrota na Hungria: ‘resultados dolorosos’

Primeiro-ministro da Hungria há 16 anos, Orbán foi derrotado pelo também conservador Péter Magyar

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O ex-primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán • ATTILA KISBENEDEK / AFP

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições legislativas da Hungria neste domingo (12). Em um discurso para os seus apoiadores na capital Budapeste, o líder direitista classificou o resultado do pleito como “doloroso”.

"Os resultados das eleições, embora ainda não sejam definitivos, são claros e compreensíveis; para nós, são dolorosos, mas inequívocos. Não nos foi confiada a responsabilidade e a oportunidade de governar. Parabenizo o partido vencedor", disse Orbán, que governa o país da Europa Central há 16 anos.

O conservador Péter Magyar, favorito para se tornar o novo líder da Hungria, afirmou que recebeu uma ligação de Órban para parabenizá-lo pela vitória. “O primeiro-ministro acabou de ligar para nos felicitar pela nossa vitória”, declarou.

O partido de Magyar, o Tisza aparecia com 52,49% dos votos, enquanto o Fidesz, de Órban, com 38,83%, com pouco mais da metade dos distritos eleitorais apurados. Conselho Nacional Eleitoral projetou que o Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.