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Sobe para 18 o número de migrantes mortos na fronteira entre Marrocos e Espanha

Cerca de 49 mil pessoas tentaram entrar no enclave espanhol de Ceuta em 24 horas, segundo o governo espanhol

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Pessoas se reúnem ao longo da cerca no local dos confrontos perto de Fnideq, na fronteira entre Marrocos e Espanha, em 31 de julho.
Pessoas se reúnem ao longo da cerca no local dos confrontos perto de Fnideq, na fronteira entre Marrocos e Espanha, em 31 de julho. • AFP

Subiu para 18 o número de migrantes que morreram durante as tentativas de entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, informou o Ministério do Interior da Espanha nesta sexta-feira (31). As mortes ocorreram na quinta-feira (30), em meio a uma intensa onda de travessias a partir do Marrocos. As informações são da Reuters.

Segundo estimativa do governo espanhol, cerca de 49 mil pessoas cruzaram para Ceuta por mar e por terra nas últimas 24 horas. Já a emissora estatal espanhola TVE informou que entre 2 mil e 3 mil migrantes conseguiram entrar na cidade na quinta-feira, a maioria antes do meio-dia, conforme relatos de moradores de Fnideq, no lado marroquino da fronteira.

Diante do aumento das tentativas de entrada, a Espanha enviou reforços militares e policiais para Ceuta.

Ceuta e Melilla, duas cidades autônomas espanholas localizadas no norte da África, formam a única fronteira terrestre entre a União Europeia e o continente africano. As duas regiões registram com frequência tentativas de travessia de migrantes que buscam chegar à Europa.

Imagens registradas durante a crise mostram centenas de pessoas nadando a partir da costa marroquina, enquanto outros grupos romperam um portão na fronteira terrestre e correram em direção ao território espanhol.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que o governo está concentrado em dar uma resposta imediata à situação.

"Estamos mobilizando todos os recursos necessários, trabalhando com as autoridades marroquinas e internacionais e preparando as medidas necessárias para recuperar a normalidade o mais rápido possível", declarou.

Com informações da Reuters.

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