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Sobe número de mortos em tragédia com avião militar na Colômbia

Enquanto as causas do acidente seguem sob investigação, o episódio deflagrou uma dura troca de acusações entre o atual governo e a gestão anterior

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Gustavo Petro, presidente da Colômbia • RAUL ARBOLEDA / AFP

Um novo balanço divulgado nesta terça-feira confirmou a morte de pelo menos 69 militares e policiais em um dos acidentes aéreos mais graves da história recente da Colômbia. A tragédia ocorreu na segunda-feira, quando um avião C-130 Hércules caiu a apenas um quilômetro da pista de decolagem em Puerto Leguízamo, município amazônico próximo à fronteira com o Peru. A aeronave, fabricada em 1983, transportava munições e um total de 126 ocupantes, número este revisado para baixo pelas autoridades em relação aos dados iniciais.

O sinistro deixou 57 militares feridos e atingiu também civis da região. Moradores que correram ao local para tentar resgatar sobreviventes acabaram feridos por munições que explodiram em meio ao incêndio. Apesar do perigo, a mobilização da comunidade local foi considerada fundamental pelo governador de Putumayo, Jhon Molina, para evitar uma contagem de vítimas ainda maior. Imagens que viralizaram nas redes sociais registraram o esforço heroico da população, formando correntes humanas para lançar água e transportando feridos em motocicletas.

Enquanto as causas do acidente seguem sob investigação, o episódio deflagrou uma dura troca de acusações entre o atual governo e a gestão anterior. O presidente Gustavo Petro atribuiu a responsabilidade ao seu antecessor, Iván Duque, criticando a incorporação de uma aeronave que classificou como "sucateada" vinda dos Estados Unidos. Em declarações na rede social X, Petro questionou o custo de manutenção de um aparelho com 43 anos de uso e afirmou ter solicitado a substituição da frota de Hércules há um ano. Em resposta, Duque chamou o atual mandatário de "mesquinho" e defendeu que a perícia técnica considere fatores como o peso da carga no momento da decolagem e as condições da pista.

A precariedade da infraestrutura local também entrou no debate, com o governador Molina denunciando a falta de investimentos no aeroporto da região, cujo acesso é restrito a voos ou trajetos de barco de cinco horas a partir de Puerto Asís. Apesar do acidente ter ocorrido em uma área com forte presença de cultivos de coca, o Ministério da Defesa já descartou a hipótese de um ataque por parte de grupos guerrilheiros. Agora, os corpos das vítimas serão transportados para o Instituto Nacional de Medicina Legal, em Bogotá, onde passarão por análises periciais.

Com informações de AFP

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