Situação dos reféns do Hamas dificulta ataques de Israel, explica correspondente
Israel apresenta dificuldades de retaliação devido às centenas de reféns feitos pelo Hamas e espalhados pela Faixa de Gaza

A cada minuto aumentam o número de mortos e feridos no confronto entre Israel e o grupo Hamas, e, nesta segunda-feira (9), o governo israelense anunciou o bloqueio de combustível, eletricidade, alimentos e água para a Faixa de Gaza. As informações são do correspondente da Itatiaia em Israel, Airton Gontow.
O especialista afirma, ainda, que a expectativa é que o conflito tenha, cada vez mais desdobramentos mais sérios. Isso porque a própria população de Israel apoia uma represália dura, além de que a opinião pública mundial se posiciona, majoritariamente, a favor do país judeu.
O problema, entretanto, é que Israel está em uma posição delicada quanto à reação. Isso porque centenas de civis israelenses foram sequestrados e levados para Gaza de modo aleatório. Ou seja, ao atacar a região, Israel arrisca matar e ferir seus próprios civis e soldados.
“A população cobra e pela primeira vez a opinião pública mundial legitima uma resposta dura de Israel, e, ao mesmo tempo, existem dúvidas de como que ela será feita, porque existem pelo menos 150 sequestrados, entre eles bebês, que devem estar em vários lugares de Gasa. Cada sequestrado deve estar em um lugar diferente e é muito difícil para o governo de Israel simplesmente atacar e praticamente autorizar que essa 150 pessoas israelenses sejam mortas. Não se tem certeza sobre o que o governo está fazendo, provavelmente está fazendo uma ação militar muito forte, mas também abrindo negociações extra-oficiais através de outros países”, explica Gontow.
O correspondente conta que existem rumores de que Israel estaria negociando, extra-oficialmente, a troca de prisioneiros, mas o governo desmentiu. Esta foi a mais bem sucedida ação militar do Hamas contra Israel, após o grupo atacar o país por terra, ar e mar.
“O Hamas constrói suas artilharias perto de escolas e hospitais, e conta com a morte de civis como peça de propaganda. Os números que eu tenho são de 800 israelenses mortos, 2500 israelenses feridos, sendo 400 em estado gravíssimo. Hoje aparecem cenas terríveis aqui na televisão do país, foram encontradas 260 pessoas mortas numa rave, pessoas que foram se divertir, próximas à Gaza, e foram caçadas e aniquiladas. Outras que estavam na rave, algumas escaparam, muitas estão desaparecidas, e há três brasileiros desaparecidos”.
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