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Secretário de Trump diz que ataques ao Irã podem ocorrer: 'Negociaremos com bombas'

Declaração de Pete Hegseth eleva tensão entre Estados Unidos e Irã e indica possível ofensiva militar ainda nesta quarta-feira (10)

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A informação foi confirmada pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth. • U.S. Air Force Staff Sgt. Madelyn Keech.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (10) que as Forças Armadas americanas devem realizar ataques contra o Irã ainda nesta noite, em uma escalada das tensões entre Washington e Teerã. A declaração reforça ameaças feitas mais cedo pelo presidente Donald Trump.

Segundo Hegseth, as ações militares terão como objetivo atingir alvos estratégicos e reduzir capacidades militares iranianas. “Vamos atingir o Irã sob nossos termos, em alvos que aumentem nosso ambiente de operação em campo e diminuam as capacidades militares que o Irã deseja ter”, disse o secretário a jornalistas.

Ele também afirmou que a estratégia dos EUA combina pressão militar e diplomática, indicando que o governo Trump ainda busca uma saída negociada. “Negociaremos com bombas se for necessário”, acrescentou.

Irã reage e diz que acordo não pode ser imposto por força

Em resposta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, afirmou ao Conselho de Segurança da ONU que um acordo sustentável para encerrar a escalada com Estados Unidos e Israel não pode ser alcançado por meio de ameaças ou uso da força.

EUA elevam alerta na região

O governo norte-americano também emitiu um alerta por meio da embaixada no Iraque, recomendando que cidadãos americanos não viagem ao país “por nenhum motivo” e que aqueles já na região deixem o local o quanto antes. O comunicado cita risco de fechamento repentino de espaços aéreos e instabilidade crescente.

Relatos de explosões no Irã

Enquanto isso, veículos de imprensa iranianos relatam sons de explosões e ativação de sistemas de defesa aérea em diferentes regiões do país. Até o momento, não há confirmação oficial sobre os alvos ou a extensão dos impactos.

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