Rubio chama de 'feito extraordinário' avanço de governos pró-EUA na América Latina
Secretário de Estado afirmou que a maioria dos países da região é governada por líderes favoráveis a Washington e atribuiu o cenário à influência política do presidente Donald Trump

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira (31) que a América Latina e o Caribe vivem um momento de predominância de governos alinhados a Washington. Durante uma reunião de gabinete, o chefe da diplomacia americana classificou o cenário como uma "conquista extraordinária" e atribuiu o avanço ao fortalecimento da influência do presidente Donald Trump na região.
"Pela primeira vez em 15 ou 20 anos, a imensa maioria dos países do hemisfério ocidental é agora liderada por dirigentes pró-Estados Unidos e governos pró-Estados Unidos. É uma conquista extraordinária", declarou Rubio.
Dirigindo-se a Trump, o secretário afirmou que, na maior parte das eleições realizadas desde o retorno do republicano à Presidência, foram eleitos candidatos favoráveis aos Estados Unidos. A mais recente integrante desse grupo é a presidente do Peru, Keiko Fujimori, que tomou posse nesta semana. Nesta sexta-feira, Rubio conversou por telefone com a chefe de Estado peruana, segundo informou o Departamento de Estado americano.
Apesar da avaliação otimista do governo dos Estados Unidos, o bloco de países considerados alinhados a Washington reúne cerca de 17 governos, aproximadamente metade das nações da América Latina e do Caribe.
Entre as principais economias da região governadas por líderes de esquerda permanecem Brasil e México. Já a Colômbia vive um cenário de transição política, com expectativa de mudança de orientação no comando do país.
Rubio também citou o enfraquecimento de adversários históricos dos Estados Unidos. Cuba enfrenta uma grave crise econômica, enquanto a Venezuela passou a cooperar com Washington em temas energéticos e econômicos após a saída de Nicolás Maduro do poder. A Nicarágua, por sua vez, continua adotando uma postura de confronto em relação aos Estados Unidos.
Nesse contexto, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizará, na próxima quarta-feira, uma reunião extraordinária, solicitada pelos Estados Unidos, para discutir a situação política da Nicarágua.
Agence France-Presse é uma agência de notícias francesa, a AFP cobre a atualidade mundial com uma qualidade única de produção multimídia em vídeos, textos, fotos e infográficos em seis línguas.



