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Petroquímica no Irã é atingida por ataque israelense; Teerã reage

Em comunicado no X, os militares afirmaram que "vários alvos no complexo petroquímico em Mahshahr" foram atingidos

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Esta captura de vídeo, extraída de imagens geradas por usuários e publicadas nas redes sociais em 28 de fevereiro de 2026, e verificada pelas equipes da AFPTV em Paris, mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após os ataques dos EUA e de Israel contra Teerã.
Pessoas inspecionam os danos em um local atingido após os ataques dos EUA e de Israel contra Teerã. • AFP

A usina petroquímica Karun, localizada próximo à cidade de Bandar-e-Mahshahr, na província iraniana de Khuzistão, foi atingida por um projétil israelense na madrugada desta segunda-feira (8). Segundo autoridades locais, partes da instalação sofreram danos.

O ataque foi confirmado pela Força Aérea de Israel, que informou ter atingido diversos alvos dentro do complexo petroquímico de Mahshahr. A ação marca mais um capítulo da escalada militar entre os dois países.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de ataques contra as bases aéreas israelenses de Nevatim e Tel Nof. Segundo Teerã, a ofensiva foi uma retaliação a ataques anteriores contra instalações de radar em território iraniano.

Horas antes, as Forças Armadas israelenses haviam informado a detecção de mísseis disparados do Irã em direção ao território israelense. Os sistemas de defesa aérea foram acionados para interceptar os projéteis.

Sirenes de alerta soaram em Jerusalém durante a madrugada, seguidas por explosões ouvidas em diferentes regiões da cidade. Autoridades israelenses afirmaram que a maioria das ameaças foi interceptada.

Israel também informou ter realizado ataques contra alvos militares no oeste e no centro do Irã, apesar dos relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que evitasse novas ofensivas.

A troca de ataques aumenta a tensão no Oriente Médio e coloca pressão sobre as negociações diplomáticas conduzidas pelos Estados Unidos para tentar conter o conflito. Apesar da escalada militar, Trump declarou que ainda acredita na possibilidade de um acordo capaz de encerrar a guerra e reduzir as tensões na região.

*Com AFP News

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.