Oriente Médio: Israel aceita trégua anunciada por Trump
Proposta de suspensão das hostilidades teria sido motivada, em parte, por apelos diretos das lideranças do Paquistão

Israel formalizou sua adesão ao cessar-fogo de duas semanas proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme informou uma alta autoridade da Casa Branca à CNN nesta terça-feira (7).
A decisão do governo israelense ocorre em um momento crítico, tendo sido comunicada apenas 90 minutos antes do encerramento do prazo estipulado por Washington para que o Irã procedesse à reabertura do Estreito de Ormuz, sob pena de enfrentar uma intensificação nos ataques militares contra sua infraestrutura civil.
Com o compromisso assumido, Israel também aceitou suspender sua atual campanha de bombardeios enquanto as frentes diplomáticas tentam avançar nas negociações.
O anúncio da trégua foi feito inicialmente por Trump em sua rede social, Truth Social, onde o presidente americano detalhou que a interrupção das operações ofensivas está condicionada à garantia da República Islâmica de uma abertura completa, imediata e segura da estratégica rota marítima.
O presidente dos EUA ressaltou que a medida estabelece um cessar-fogo bilateral, justificando a pausa pela conclusão bem-sucedida dos objetivos militares preliminares. Segundo o mandatário, o cenário atual permite um progresso significativo em direção a um acordo definitivo que vise a paz de longo prazo entre as nações envolvidas e a estabilidade na região do Oriente Médio.
A proposta de suspensão das hostilidades teria sido motivada, em parte, por apelos diretos das lideranças do Paquistão, que solicitaram a contenção do envio de forças destrutivas ao território iraniano para evitar uma escalada ainda maior do conflito iniciado no final de fevereiro.


