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Mulher que sofreu tentativa de estupro na França foi vítima de violência no Brasil: 'Me vi morrendo'

Irmão de Jhordana Dias revela que levou a irmã ao país europeu para protegê-la de um possível feminicídio

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Brasileira sofre tentativa de estupro em trem de Paris. Jhordana sofreu uma tentativa de abuso enquanto estava voltando para casa; suspeito ainda não foi identificado
Brasileira sofre tentativa de estupro em trem de Paris. Jhordana sofreu uma tentativa de abuso enquanto estava voltando para casa; suspeito ainda não foi identificado • Reprodução: Jhordana Dias via Facebook / PATRICK LEVEQUE/SIPA

A brasileira Jhordana Dias, de 26 anos, que foi agredida e sofreu uma tentativa de estupro dentro de um trem da linha RER C, em Choisy-le-Roi, Região Metropolitana de Paris, explicou, em entrevista à imprensa francesa, como foram os momentos de terror no vagão: “Eu me vi morrendo”. Segundo o irmão de Jhordana, ela se mudou para a França depois de sofrer violência doméstica no Brasil.

O ataque só parou quando uma passageira ouviu os gritos e interveio. Um outro passageiro, que estava em outro vagão, também se aproximou, e filmou o agressor. O homem conseguiu fugir.

Quem é o suspeito?

Uma investigação foi aberta pela polícia francesa. O suspeito foi descrito como um homem de cerca de 40 anos, vestindo um agasalho esportivo escuro e boné, com as mãos “cobertas de sujeira”.

'Dizem que a França é muito desenvolvida'

Jhordana, que havia se mudado recentemente para a França para morar com o irmão, contou que não fala francês e precisou da ajuda dele para registrar a denúncia na delegacia de Choisy-le-Roi.

Em entrevista à imprensa francesa, a jovem também criticou a falta de segurança no transporte público local. “Dizem que a França é muito desenvolvida, mas não vi nada que realmente proteja as mulheres. Na quarta-feira, fui abandonada à minha própria sorte”, afirmou.

'Saiu do Brasil para ter paz'

De acordo com a CNN Brasil, Jhordana estava na França em busca de refúgio, após ter sofrido violência doméstica. O irmão da vítima, Cícero Júnior, que vive na Europa há alguns anos, contou à emissora que levou a irmã ao país europeu para protegê-la de um possível feminicídio.

“Ela não teve paz. Saiu do Brasil para ter paz e não teve paz aqui”, relatou Cícero à CNN Brasil. “Está sendo muito difícil para a gente, para a família toda, porque a gente quer justiça”, acrescentou.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.