Líbano tem dia mais mortal desde 2024 no início de cessar-fogo entre EUA e Irã
Ataques israelenses deixam mais de 300 mortos e expõem divergência sobre inclusão do país na trégua

Os primeiros dias do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foram marcados por uma escalada de violência no Líbano, que registrou o dia mais mortal desde 2024, em meio a ataques israelenses que deixaram centenas de mortos. A ofensiva mais intensa ocorreu na quarta-feira (8), poucas horas após o anúncio da trégua, quando bombardeios mataram mais de 300 pessoas, entre elas, ao menos 30 crianças, e deixaram mais de 1,2 mil feridos, segundo autoridades libanesas. De acordo com o governo local, foi o dia mais letal no país desde setembro do ano passado.
O presidente do Líbano, Josef Aoun, afirmou nesta sexta-feira (10) que 13 integrantes das forças de segurança morreram em um ataque na cidade de Nabatieh, no sul do país. Autoridades classificaram a ação como o maior bombardeio israelense desde o início da guerra. A inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo é alvo de disputa. O Irã sustenta que a trégua se estende ao território libanês — posição apoiada pelo Paquistão, que mediou as negociações. Israel e Estados Unidos, por outro lado, afirmam que o país não faz parte do acordo.
O número de vítimas segue em alta, e o Ministério da Saúde do Líbano alertou que o total de mortos pode aumentar. Organizações internacionais também apontam para o agravamento da crise humanitária. Segundo o Comitê Internacional de Resgate, suprimentos médicos suficientes para três semanas foram consumidos em apenas um dia, o que pode levar ao esgotamento dos estoques em curto prazo.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram ataques em áreas densamente povoadas, afirmando ter atingido integrantes do Hezbollah e alegando ter adotado medidas para reduzir danos a civis. Mesmo após apelos internacionais, os bombardeios continuaram. Na quinta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter solicitado ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que adotasse uma postura “um pouco mais discreta” nas operações no Líbano. Ainda assim, novos ataques foram registrados na sexta-feira.
* Com informações de CNN Brasil
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