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Leão considerado mais velho do mundo é morto no Quênia por dono de curral 

País africano enfrenta a sua pior seca em 40 anos, o que tem acirrado o conflito entre humanos e os grandes felinos na região

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O felino foi abatido por um dono de curral no Quênia, após invadir o espaço em busca de presas por estar faminto
O felino foi abatido por um dono de curral no Quênia, após invadir o espaço em busca de presas por estar faminto • Philip J. Briggs/Lion Guardians

Os conflitos entre grandes felinos e humanos tendem a aumentar no Quênia durante o período de seca, quando os recursos são mais escassos para ambos os lados. E foi exatamente o que aconteceu na última quarta-feira (10), quando um leão conhecido como Loonkiito e considerado “o macho mais velho em nosso ecossistema e possivelmente na África”, de acordo com a associação de proteção animal Lion Guardians (na tradução literal “Guardiões de Leões”), foi morto. 

O felino de 19 anos, que possivelmente buscava alguma presa por estar faminto, acabou abatido pelo dono de um curral, ao adentrar o local e ameaçar o gado. De acordo com a Lion Guardians, os leões de vida selvagem têm sobrevivido mais nos últimos anos em razão dos esforços das comunidades locais que compartilham a terra com os grandes felinos. Há uma década, eles não sobreviviam mais do que dez anos. 

No entanto, a demanda por energia e materiais no último meio século, levou a população e os leões a dividirem de maneira cada vez mais dramática o mesmo espaço. A destruição de seu habitat natural leva inevitavelmente os predadores a se arriscarem por alimento em regiões cada vez mais distantes e, ao mesmo tempo, próximas dos humanos, elevando o risco para ambos. 

Atualmente, o Quênia enfrenta sua pior seca em quarenta anos, mais um índice do desequilíbrio ambiental que muitos atribuem à emergência climática, causada, em grande medida, pela ganância de multimilionários e empresas megalômanas.