Jornalista americano detido na Rússia é acusado formalmente de espionagem
Repórter do Wall Street Journal pode pegar 20 anos de prisão, segundo autoridades russas

O jornalista americano Evan Gershkovich, 31, detido na semana passada na Rússia, foi indiciado nesta sexta-feira (7) por "espionagem", acusação que o repórter nega e que pode resultar em uma pena de 20 anos de prisão, informaram agências de notícias russas.
A acusação é a primeira deste tipo desde o fim da União Soviética, e gerou críticas de veículos de comunicação, defensores dos direitos humanos e da liberdade de expressão, organizações internacionais e governos estrangeiros.
Investigadores do FSB, serviço estatal de segurança russo, que sucedeu a KGB, "acusaram Gershkovich de espionagem para os interesses de seu país", informou a agência estatal Tass, citando uma autoridade policial. "Ele negou categoricamente todas as acusações e declarou que realizava atividades jornalísticas na Rússia."
Correspondente do americano "Wall Street Journal" (WSJ), Gershkovich foi detido na semana passada na Rússia. O jornal afirmou que a acusação de espionagem é "categoricamente falsa". "Tivemos conhecimento de reportagens que informam sobre a acusação contra Evan. Como temos dito desde o começo, esta acusação é categoricamente falsa e injustificada, e continuaremos exigindo sua libertação imediata", ressaltou o jornal de Nova York.
A prisão do repórter acontece em um contexto de grande repressão na Rússia à imprensa e a opositores, que aumentou desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro do ano passado.
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