Irã confirma ataques a Israel e promete 'resposta esmagadora' em caso de retaliação
Ataque é uma resposta a ofensiva israelense lançada no Líbano nesta manhã; Irã é um principais apoiadores do grupo terrorista Hezbollah, que atua no Líbano

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que lançou dezenas de mísseis contra Israel nesta terça-feira (1°). As forças iranianas também alertaram que, se Israel retaliar, a resposta de Teerã será "mais esmagadora e ruinosa". As informações são da agência de notícias Reuters.
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“Você deve chegar ao espaço protegido mais seguro em sua vizinhança. Ao ouvir uma sirene, entre imediatamente em um espaço protegido e permaneça lá até que novas instruções sejam dadas. O sistema de defesa aérea está totalmente operacional, detectando e interceptando ameaças sempre que necessário, mesmo neste momento. No entanto, a defesa não é hermética e, portanto, é essencial seguir as instruções do Comando da Frente Interna. Você pode ouvir explosões, que podem ser o resultado de interceptações ou impactos”, diz o comunicado disparado para os celulares dos moradores do país.
Além do Irã, o Hezbollah também atacou alvos israelenses nesta terça. O grupo terrorista lançou foguetes contra a principal base de inteligência militar de Israel, próxima a Tel Aviv
EUA alertou sobre risco de ataque iraniano e indicou apoio a Israel
Ainda nesta terça-feira (1°), após Israel lançar a ofensiva terrestre ao Líbano, os Estados Unidos alertaram o perigo de uma reação iraniana. “Os Estados Unidos têm manifestado que o Irã se prepara para lançar um ataque iminente com mísseis balísticos contra Israel”, disse à AFP uma fonte do governo americano.
“Apoiamos os preparativos defensivos de Israel”, disse ele, acrescentando que “um ataque militar direto” teria “graves consequências” para Teerã. Os EUA estão preparados para fazer o que puderem para ajudar Israel e interceptar o Irã, conforme disse uma autoridade à CNN. Esses esforços são semelhante à forma como os EUA ofereceram ajuda em abril, quando o Irã atacou Israel.
Como conflito surgiu?
Israel e o Hezbollah trocam disparos há meses, mas o confronto se intensificou depois de milhares de pagers e walkie-talkies de membros do Hezbollah explodirem nos dias 17 e 18 de setembro. O Hezbollah, aliado do Hamas, promete continuar combatendo Israel “até o fim da agressão em Gaza”. O Irã garantiu que apoiaria o Líbano “por todos os meios” no caso de uma escalada.
Este conflito eclodiu com o ataque do Hamas em 7 de outubro, que deixou 1.205 mortos em Israel, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses que inclui reféns que morreram no cativeiro em Gaza. Das 251 pessoas raptadas, 97 permanecem em Gaza, 33 das quais foram declaradas mortas pelo Exército.
Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que já deixou 41.495 mortos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.
No último sábado (28), o Hezbollah confirmou a morte de Sayyed Hassan Nasrallah em um bombardeio de Israel. Ele era o líder e principal rosto do grupo extremista desde 1992. O acontecimento mais recente do conflito foi a invasão por terra de tropas israelenses no sul do Líbano na noite desta terça-feira (30), em uma operação com o objetivo de fazer “incursões terrestres seletivas” na região.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


