Homem é preso por vender filho de 11 meses por R$ 5 mil e gastar dinheiro com aposta online
Compradores foram encontrados com a criança em uma casa, e são suspeitos de terem ligações com redes de tráfico de pessoas

Um homem de 36 anos foi preso em Tangerang, no oeste de Jacarta, na Indonésia, após ser acusado de vender o próprio filho de 11 meses em apostas de jogos de azar. O homem foi identificado como RA pelas autoridades e vendeu a criança por R$ 5 mil e utilizou o valor obtido com a venda para apostas em jogos de azar e para a compra de objetos pessoais.
Os compradores do bebê também foram detidos e, segundo a imprensa local, estariam envolvidos em redes de tráfico de pessoas. O chefe da polícia, Zain Dwi Nugroho, disse ao portal Kompas que o incidente foi relatado às autoridades pela mãe do bebê, que voltou do trabalho e não encontrou o filho.
- Kayky Bezerra, filho de Deolane, fez acordo com a Justiça em ação sobre jogos de azar
- Projeto que libera cassinos e jogos de azar fica para depois das eleições de outubro
"Ela pressionou RA para compartilhar o paradeiro do filho até que ele finalmente confessou que havia vendido a criança. Ela então o levou para fazer um relatório no Departamento de Polícia da Cidade de Tangerang", relatou Nugroho, chefe da polícia metropolitana de Tangerang, à mídia local.
Depoimento do acusado
Durante o interrogatório, RA afirmou que sua intenção era apenas quitar dívidas acumuladas com o jogo, mas admitiu que assim que conseguiu o dinheiro, cedeu ao impulso de apostar tudo online. Os compradores, identificados apenas como HK e MO, foram presos sob suspeita de participação em um esquema de tráfico humano, crime que pode levar a penas de até 15 anos de prisão e multas que chegam a 600 milhões de rupias (cerca de £29.300) na Indonésia.
Autoridades em alerta
A Comissão Indonésia de Proteção à Criança expressou profunda preocupação com o episódio. Ai Maryati, chefe da organização, condenou duramente a atitude de RA. “É alarmante que ele tenha usado sua situação financeira para se envolver em atividades que violam os direitos humanos básicos, como a venda de uma criança”, afirmou.
A Indonésia, assim como outras partes do sudeste asiático, tem sido um foco de atenção global no combate ao tráfico humano. De acordo com dados internacionais, quase 60% de todas as vítimas de tráfico no mundo são oriundas da região Ásia-Pacífico, sendo o sul e o sudeste asiático considerados epicentros para o tráfico e exploração de pessoas.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



