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Guerra pressiona companhias aéreas, e empresas preparam cortes e alta de tarifa

Lufthansa estuda suspender voos, enquanto companhias adotam medidas emergenciais diante da disparada no preço do combustível

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Guerra no Oriente Médio • AFP

A escalada da guerra no Oriente Médio tem levado companhias aéreas ao redor do mundo a adotar medidas para conter impactos financeiros, como planos de contingência, cortes de custos e aumento de tarifas.

O grupo alemão Lufthansa informou que prepara estratégias para suspender voos caso haja queda na demanda. Segundo a empresa, equipes foram mobilizadas para desenvolver planos com diferentes níveis de gravidade, de acordo com a evolução da crise. A informação foi confirmada por um porta-voz à agência Bloomberg, com base em declaração do CEO Carsten Spohr a funcionários nesta terça-feira (31).

Na Ásia, a Korean Air anunciou que entrou em “modo de gestão de emergência” diante da alta expressiva nos custos de combustível. A companhia sul-coreana afirmou que estabeleceu metas internas para reduzir despesas não essenciais às operações de voo.

As medidas de contenção de gastos devem ser implementadas de forma gradual a partir de abril, embora a empresa não tenha detalhado quais ações serão adotadas nem se haverá redução significativa na oferta de voos. A companhia também alertou que os custos de combustível previstos para o mês devem mais que dobrar em relação às estimativas anteriores.

Outras empresas do setor também vêm reagindo ao cenário. De acordo com a Reuters, companhias como Cathay Pacific, AirAsia e Thai Airways passaram a elevar tarifas para compensar o aumento dos custos operacionais.

Durante coletiva de imprensa, o CEO da Cathay Pacific, Ronald Lam, afirmou que o custo do combustível neste mês é o dobro da média registrada nos dois meses anteriores. A AirAsia anunciou reajuste temporário nos preços das passagens e nas sobretaxas de combustível, com previsão de revisão conforme as condições de mercado. Já a Thai Airways estima aumento entre 10% e 15% nas tarifas aéreas.

Na Europa, a escandinava SAS também informou a implementação de um ajuste temporário de preços, acompanhando o movimento global do setor diante da pressão sobre os custos.

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