Governo de Maduro prepara resposta de guerrilha em caso de ataque de Trump
Tensão entre os dois países tem aumentado sobretudo devido às ações militares dos EUA na região

A Venezuela já se prepara para um possível ataque dos Estados Unidos, mobilizando armas (algumas de fabricação russa) e planejando a montagem de uma resistência no estilo de guerrilha. A informação foi concedida à Reuters por fontes ligadas ao procedimento.
Há poucos dias, jornais como o Miami Herald e o Wall Street Journal noticiaram que os Estados Unidos estavam prestes a atacar a Venezuela, em meio a várias operações militares no Caribe e na região. Pouco tempo depois, Trump negou o ataque.
Já Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, diz que o norte-americano está tentando destituí-lo do poder e que cidadãos e militares venezuelanos resistirão a qualquer tentativa nesse sentido.
As forças armadas da Venezuela estão debilitadas por falta de treinamento, baixos salários e equipamentos deteriorados, segundo fontes. O governo de Maduro chegou a pedir ajuda militar à China, Rússia e Irã.
Já a segunda ação, chamada de anarquização, usaria serviços de inteligência e apoiadores armados para criar desordem nas ruas e tornar a Venezuela ingovernável para estrangeiros.
Porém, não se sabe quando o governo iria implantar as táticas.
As estratégias levam em conta que os Estados Unidos têm um aparato militar muito maior que a Venezuela. "Não duraríamos nem duas horas em uma guerra convencional", disse uma fonte ligada ao governo.
O governo venezuelano não se pronunciou sobre a ação.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



