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França incentiva mulheres a denunciar assédios e estupros após denúncias contra cantor

Patrick Bruel enfrenta várias investigações na França e na Bélgica, embora negue todas as acusações

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O governo francês incentivou mulheres a denunciar assédios sexuais e estupros, mesmo que seja décadas depois do ocorrido, após as acusações recentes contra o cantor e ator Patrick Bruel.

Bruel, de 67 anos, é uma figura de destaque da cultura francesa, com vários álbuns campeões de vendas, e o mais recente de uma série de celebridades acusadas de agressão sexual na França.

"Precisamos continuar levando ao debate público mensagens extremamente claras que incentivem as mulheres a denunciar, mesmo décadas depois", declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, no canal estatal France 2, em referência às denúncias contra o cantor.

"Todos nós devemos trabalhar por um sistema político, midiático e judicial que permita às mulheres que foram vítimas de violência de gênero e sexual denunciar, tornar isso público e ser ouvidas pela Justiça", defendeu.

"Eu as escuto. E depois cabe ao sistema judiciário estabelecer a veracidade dos fatos", acrescentou.

Bruel enfrenta várias investigações na França e na Bélgica, embora negue todas as acusações.

Na segunda-feira, o Ministério Público anunciou que havia reaberto uma investigação contra Bruel por um suposto estupro em 2015.

A denunciante, Ophélie Fajfer, tinha 19 anos à época do suposto estupro, declarou sua advogada, Myriam Guedj Benayoun, ao canal BFMTV.

Fajfer, então uma jovem compositora, havia ido à casa de veraneio de Bruel, no sul da França, na esperança de receber orientação profissional do cantor, explicou.

A Promotoria de Nanterre, a oeste de Paris, já conduz três investigações por denúncias de estupro contra o intérprete, referentes a fatos que teriam ocorrido em 1997, 2000 e 2008.

Outra investigação foi aberta na Bélgica após uma denúncia por uma suposta agressão sexual.

Na semana passada, outras duas mulheres apresentaram outra denúncia por estupro e agressão sexual, que deverá resultar em uma nova investigação.

"Jamais forcei uma mulher", escreveu Bruel no Instagram no domingo (17).

*Com AFP

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