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‘Feliz’, diz Trump sobre morte de diretor do FBI que investigou sua eleição

Donald Trump comemorou morte de ex-diretor do órgão investigativo que inquiriu sobre interferência russa em sua eleição

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump celebrou morte de ex-diretor do FBI • Isác Nóbrega / PR

Robert Mueller, o ex-diretor do FBI que liderou uma investigação politicamente explosiva contra Donald Trump e associou sua eleição em 2018 à interferência russa, morreu nessa sexta-feira (20) aos 81 anos. A causa da morte e o local não foram revelados.

Trump reagiu rapidamente no Truth Social, plataforma gerida por seu grupo de empresas, com uma publicação que celebrou a notícia. "Robert Mueller acabou de morrer. Ótimo, fico feliz que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes", escreveu o presidente dos Estados Unidos.

Mueller liderou o FBI por 12 anos e assumiu o posto poucos dias antes dos ataques da Al-Qaeda de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, período em que ele consolidou a missão antiterrorista da agência.

Após sua gestão no FBI, ele foi nomeado conselheiro especial do Departamento de Justiça para liderar investigar se a campanha presidencial de Trump conspirou com a Rússia para elegê-lo.

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A suspeita era de que o atual presidente Donald Trump, que teve seu primeiro mandato em 2018, teria contado com apoio do Kremlin por meio de invasão a emails de concorrentes democratas e vazamento de informações confidenciais.

A investigação liderada por Mueller expôs o que chamou de “campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda para semear discórdia nos EUA” com fim de afetar a imagem da candidata democrata à presidência em 2016, Hillary Clinton, e impulsionar Trump, o candidato preferido dos russos.

Mediante a divulgação do relatório, 34 pessoas nos EUA, incluindo vários associados a Trump, além de oficiais da inteligência russa e três empresas da Rússia, foram formalmente acusadas de interferência nas eleições. Mas Mueller não indiciou o presidente republicano, o que decepcionou muitos democratas.

No FBI, ele ganhou a reputação de ser um chefe exigente e, apesar de sua inclinação política inicial pelo Partido Republicano, era alguém apreciado por políticos de ambos os partidos. Duas de suas acusações mais aclamadas envolveram o mafioso nova-iorquino John Gotti e o general Manuel Noriega, do Panamá.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Lucas Negrisoli)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.