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Eventos do público LGBT+ podem ser alvos de ataques de grupos terroristas em 2024, diz FBI

Instituições de segurança dos Estados Unidos perceberam indícios de que eventos da comunidade LGBT+ podem ser os próximos alvos de ataques terroristas

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'Bullying' pode ter relação com morte de adolescente gay de 13 anos
'Bullying' pode ter relação com morte de adolescente gay de 13 anos • Banco de Imagens I Pixabay

O FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciaram recentemente que organizações terroristas estrangeiras podem ter planos de atacarem eventos do público LGBT+ em 2024. Autoridades revelaram que têm recebido sondagens sobre fotografias, medidas e questionamentos incomuns sobre a segurança dos eventos, o que pode ser um indicativo que ataques estão sendo planejados.

"Organizações como o Estado Islâmico podem explorar o aumento de encontros associados ao próximo mês de junho, o mês do orgulho LGBT+", afirma o anúncio feito pelas agências na última semana. O alerta também pontuou que as ameaças são agravadas pelo 'ambiente de ameças intensificadas” nos Estados Unidos.

Conforme as organizações as ameaças podem ser feitas de forma online, pessoalmente ou pelo correio.

Ataques anteriores

Em fevereiro desse ano, o Estado Islâmico, pediu que os seus seguidores realizassem ataques a alvos não identificados, mas não especificou que as agressões deveriam acontecer em locais LGBTQIAP+. Em 2016, a organização terrorista celebrou o ataque que aconteceu na boate Pulse voltada para o público gay em Orlando, na Florida - na ocasião, um atirador matou 49 e feriu 53 pessoas.

Até o momento, não há nenhuma evidência comprovada de que o Estado Islâmico tivesse algum conhecimento prévio sobre esse ataque. Contudo, o atirador ligou para o serviço de emergência dos Estados Unidos assim que o tiroteio começou e alegou ser associado com Estado Islâmico.

O ex-diretor sênior de contraterrorismos no Conselho Nacional de Segurança, Javed Ali, afirmou que membros da comunidade LGBT+ são há muito tempo o alvo de grupos terroristas. “Membros da comunidade LGBT+ tem despertado a ira de apoiadores da Al-Qaida e do Estado Islâmico devido ao estilo de vida deles e as crenças", afirmou Ali ao portal ABC News.

Alertas

No ano passado, especialistas aconselharam o cancelamento de eventos do orgulho LGBT+ devido às ameaças que receberam. No entanto, nenhum evento importante foi cancelado.

A presidente e CEO Aliança de Gays e Lésbicas contra a Difamação (GLAAD, sigla em inglês), Sarah Kate Ellis, afirmou à ABC News que os eventos do orgulho LGBTQIAP+ “reúnem as comunidades” e que a segurança continua sendo uma prioridade para todos os encontros LGBTQ.

“Alguns poucos extremistas, no país e no exterior, estão irracionalmente ameaçados pela crescente onda de aceitação das pessoas LGBTQ”, disse Ellis. “É importante manter as paradas seguras para todos os participantes e para que as pessoas continuem se manifestando durante a parada e ao longo do ano para defender a igualdade e a segurança de suas comunidades e de todas as pessoas marginalizadas.”

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento