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Em meio a 'apagão', Cuba sofre com os impactos causados pelo furacão 'Oscar'

Moradores de Cuba estão sem energia elétrica desde quinta-feira (17) e, nesse domingo (20) também sofrem com inundações causadas pelo furacão Oscar

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Reprodução | Redes Sociais

Com a passagem do furacão Oscar no leste de Cuba nesse domingo (20), a região de Barracoa sofreu com muitas inundações, conforme informações do presidente Miguel Díaz-Canel. O fenômeno climático intensifica a crise elétrica que atinge toda a ilha desde a última quinta-feira (17).

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A um jornal local, o diretor-geral da União Elétrica, o engenheiro Félix Estrada Rodríguez, contou que há equipes responsáveis por medidas imediatas para reverter a pane. "A estratégia para a recuperação do sistema é por meio das unidades aqui em Havana e construir um sistema que vai da província de Mayabeque até a província de Artemisa. Vamos fortalecer o sistema e, em seguida, incluir a entrada em operação das unidades térmicas do sistema para atender à necessidade do sistema de ter um sistema robusto para prestar serviços aos nossos clientes nessas áreas. Também estão em operação sistemas isolados nas províncias de Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo", apontou.

Nas redes sociais, internautas cubanos têm se dividido entre aqueles que apoiam as medidas tomadas pelo governo - apoiando as medidas na região afetada pelo furacão e as medidas para o reestabelecimento de energia elétrica - e aqueles que criticam a demora para a volta da energia. "Confiamos nos nossos companheiros. Obrigada pelo esforço que estão realizando ininterruptamente", escreveu uma mulher. "Me pergunto quantas pessoas morreram nos hospitais sem luz", escreveu um homem.

Crise energética em Cuba

Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente de Cuba, atribui o problema da crise elétrica aos embargos aplicados pelos Estados Unidos ao país. Ele alega que devido à medida estadunidense, Cuba não tem acesso aos suprimentos e peças de reposição necessários para manutenção das usinas e redes elétricas do país.

“Às vezes as pessoas pensam que não, que isso é ineficiência, que isso é porque eles não querem (consertar), que eles querem incomodar as pessoas. Hoje temos dois problemas: um, que não temos o combustível de que precisamos, e o outro, que não conseguimos fazer reparos”, disse Díaz-Canel na sexta-feira (18).

“Tudo isso se deve à moeda estrangeira. Moeda estrangeira que não temos por causa da perseguição financeira, e combustível que não temos por causa da perseguição energética. E é o bloqueio, o bloqueio intensificado destes tempos”, aponta.

Segundo a autoridade, mesmo que eles consigam consertar todo o sistema elétrico de Cuba, o país continuará a sofrer com emergências elétricas.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento