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Eleições EUA: candidata vence primárias para Senado e pede fim do ICE

Estados Unidos podem, pela primeira vez, contar com a presença de três senadoras negras à frente da Casa no país

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Desde o retorno de Trump à Casa Branca, os EUA têm implementado uma polícia anti migratória
Eleições intermediárias nos Estados Unidos podem representar derrota para Donald Trump • Pixabay

A vice-governadora Juliana Stratton, de Illinois, nos Estados Unidos, venceu nessa terça-feira (17) as eleições primárias entre democratas para o Senado no estado. As votações servem como termômetro para a próxima eleição presidencial, que ocorre em 2028.

Durante a campanha, Stratton adotou discurso rigoroso, fortemente marcado por pautas identitárias em disputa entre os democratas, e afirmou que pretende “abolir o ICE”, polícia anti-imigração do país.

A candidata, que teve grande financiamento do governador JB Pritzker, ficou à frente dos demais representantes do Partido Democrata Raja Krishnamoorthi e Robin Kelly. No país, a vitória foi considerada inesperada, uma vez que Juliana estava atrás dos demais concorrentes.

De acordo com a rede americana ABC, em pesquisa realizada na terça-feira, Stratton tinha 29% das pretensões de voto, contra 32% de Krishnamoorthi.

A senadora Stratton, de 60 anos, é agora a grande favorita para vencer em novembro, o que a tornaria a terceira mulher negra no Senado, juntando-se às senadoras Angela Alsobrooks, de Maryland, e Lisa Blunt Rochester, de Delaware. A senadora Stratton substituiria o senador Richard J. Durbin, que está se aposentando.

A disputa vencida por Juliana Stratton era a única primária para o Senado deste ano em aberto para uma vaga tradicionalmente assumida por candidatos democratas.

As eleições primárias servem como um primeiro processo eleitoral no qual os partidos determinam quem serão os candidatos para a eleição futura.

Na ocasião, nos Estados Unidos, o pleito decisivo, que será realizado em novembro, é responsável por trocar toda a Câmara de Deputados e um terço do Senado do país.

Trump pode sofrer derrota em eleições intermediárias

Uma pesquisa conjunta do The Washington Post, ABC News e Ipsos, feita em fevereiro, revelou que o entusiasmo eleitoral entre apoiadores democratas supera em 14 pontos percentuais o dos eleitores republicanos, o maior diferencial observado em quase duas décadas em uma eleição de meio de mandato.

Esse abismo na intenção de voto se torna especialmente relevante em um contexto no qual Donald Trump não pode ser candidato na próxima eleição presidencial, tradicionalmente um motor de participação para bases partidárias, uma vez que o republicano não pode assumir um terceiro mandato no país.

Tradicionalmente, candidatos à presidência capturam a atenção e mobilizam eleitores que, em eleições de meio de mandato, tendem a ficar em casa, especialmente quando o líder nacional não concorre a um cargo.

Outro elemento que amplia essa diferença é a percepção negativa em relação ao atual desempenho do presidente e de sua gestão. Otras pesquisas, como a da Reuters/Ipsos, mostram que cerca de 61% dos americanos veem Trump cada vez mais imprevisível conforme a idade avança, incluindo parcela significativa de republicanos moderados e independentes.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.