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Díaz-Canel afirma que EUA avaliam três cenários contra Cuba, incluindo agressão militar

Relações diplomáticas entre os dois países sofreram deterioração nos últimos meses; desgaste foi acentuado pela imposição de bloqueio petrolífero à ilha, sucessivas ondas de sanções e indiciamento do ex-presidente cubano

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Cuba e Estados Unidos estão se 'estranhando' • Canva

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o governo dos Estados Unidos trabalha com três cenários estratégicos contra a ilha: provocar uma explosão social por meio de asfixia econômica, assumir o controle da economia do país ou realizar uma eventual agressão militar. As declarações foram dadas em entrevista ao portal espanhol elDiario.es e repercutidas pelo site da Presidência cubana.

As relações diplomáticas entre Havana e Washington sofreram forte deterioração nos últimos meses. O desgaste foi acentuado pela imposição de um bloqueio petrolífero à ilha, sucessivas ondas de sanções contra autoridades e entidades cubanas, além do indiciamento do ex-presidente Raúl Castro por um caso que remonta a 1996.

Os três cenários apontados por Cuba

Segundo Díaz-Canel, a estratégia norte-americana divide-se em três frentes de pressão:

  • Explosão social e intervenção: o primeiro cenário prevê o estrangulamento econômico para gerar revolta popular. "Eles apostam que essa explosão lhes permita, então, sob o pretexto de ajuda humanitária, intervir no país", explicou o mandatário.

  • Controle econômico: a segunda hipótese envolve um "diálogo coercitivo de máxima pressão" para ocupar economicamente o país. O objetivo final seria forçar uma mudança no sistema político da ilha comunista.

  • Agressão militar: o terceiro e mais extremo cenário seria o uso da força. Diante desta possibilidade, o líder cubano defendeu o direito de defesa da nação para evitar "surpresas ou derrotas".

Contexto: a pressão de Washington já surte efeitos práticos no mercado cubano. Recentemente, diversas empresas estrangeiras, incluindo grandes redes hoteleiras, reduziram ou encerraram operações na ilha para evitar sanções americanas.

A visão de Washington

Do outro lado do estreito da Flórida, a Casa Branca mantém uma postura rígida. O presidente americano considera a ilha comunista, situada a apenas 150 km da costa da Flórida, uma "ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Apesar da escalada na retórica e das sanções econômicas, ambos os governos confirmam que os canais de contato diplomático continuam abertos.

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