Cientistas pedem mais emojis de animais e natureza para ajudar a biodiversidade; entenda estudo
Estudo reforça a falta de ícones que representem os tardígrados, fungos e plantas

Um estudo de cientistas italianos pede a criação de mais emojis de animais e natureza para ajudar preservação da biodiversidade. Os pesquisadores analisaram os ícones na Emojipedia, a biblioteca global de emojis.
Pesquisando salamandras, Francesco Ficetola, ecologista e professor de ciência e política ambiental na Universidade de Milão, percebeu que os emojis poderiam ajudar a impulsionar esforços de preservação desses anfíbios.
A dupla de pesquisadores descobriu que os atuais emojis representam 112 organismos distintos, incluindo 92 animais, 16 plantas e um 'fungo semelhante a um cogumelo venenoso'. Mas poucos emojis representam animais marinhos, 'embora 70% do planeta sejam oceanos', apontou Ficetola,
O estudo mostrou que animais e vertebrados estão mais representados que as plantas, fungos microrganismos e artrópodes.
Estrelas do mar, ursos d'água - conhecidos como tardígrados - e platelmintos foram ignorados pela biblioteca de ícones.
Um ponto positivo que os cientistas analisaram foi que o número de emojis de animais e da natureza mais do que duplicou nos últimos oito anos, com um total anual de 214 na Emojipedia.
Por que criação de emojis pode ajudar a preservação das espécies?
'A criação de um conjunto de emojis inclusivo é essencial para garantir uma representação justa da biodiversidade na comunicação digital e mostrar a sua importância para o funcionamento da biosfera', diz estudo.
Os cientistas apontaram que os emojis podem parecer uma 'forma banal de comunicação' mas a simplicidade é importante para documentar a biodiversidade e os esforços de preservação.
'Os emojis permitem expressões diretas de ideias e emoções na comunicação digital, contribuindo também para discussões sobre conservação da biodiversidade', afirmou Ficetola e Mammola.
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



