Bebê com doença genética rara é operado dentro do útero da mãe e sobrevive; entenda
Cirurgia cerebral inédita foi realizada nos Estados Unidos e salvou vida do bebê ainda no útero da mãe

Uma cirurgia cerebral inédita, feita dentro do útero materno, salvou a vida de um bebê diagnosticado com uma doença genética mortal. O caso foi registrado nos Estados Unidos e sucesso da cirurgia foi divulgado nessa semana. O bebê foi operado com uma malformação aneurismática da veia Galeno, com 34 semanas e 2 dias de idade gestacional.
A malformação aneurismática da veia Galeno (MAVG) é uma anomalia rara, contabilizando menos de 1% de todas as malformações vasculares cerebrais congênitas, mas representando 30% destas em idade pediátrica, explica a Sociedade Brasileira de Pediatria.
"É uma malformação arteriovenosa cerebral, de desenvolvimento pré-natal, que se inicia antes das dez semanas de gestação, e que resulta da formação de fístulas arteriovenosas entre a circulação coroideia e a veia mediana prosencefálica, um vaso embrionário precursor da veia de Galeno, que se torna dilatado."
A pressão pode causar uma série de problemas, incluindo o aumento da pressão sanguínea em direção ao coração e aos pulmões, o que força o coração a trabalhar horas extras – e pode causar insuficiência cardíaca congestiva em alguns bebês e aumento da pressão arterial, levando à hipertensão pulmonar. Também pode impedir que o cérebro do bebê seja drenado com precisão, o que pode levar a lesões cerebrais e, às vezes, causar perda de tecido cerebral e, às vezes, desenvolver hidrocefalia – uma cabeça aumentada.
A cirurgia, realizada com 34 semanas e 2 dias de idade gestacional, foi documentada em um estudo de caso publicado na revista Stroke da American Heart Association, conforme informações do New York Post.
Uma equipe do Boston Children's Hospital e do Massachusetts General Hospital realizou o procedimento no feto, cortando o útero, depois o crânio do bebê e, por fim, operando o cérebro em desenvolvimento. Depois de cortarem o abdômen da gestante, eles usaram um ultrassom para localizar a artéria do bebê e ajudar no procedimento.
Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.
