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Ataques da Rússia com 500 drones provocam seis mortes na Ucrânia, acusa Zelensky

País também registrou corte de energia; negociações de paz estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio

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Presidente da Ucrânia Volodimir Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin
Presidente da Ucrânia Volodimir Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin • AFP

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, denunciou, nesta sexta-feira (3), a Rússia de ter lançado cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro contra o país, provocando seis mortes e cortes de energia. A informação também foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga.

A ofensiva do Kremlin foi reconhecida por Zelensky em uma conversa telefônica com o papa Leão XIV. "No exato momento em que conversávamos, os russos atacavam novamente a Ucrânia", escreveu nas redes sociais. "Os russos intensificaram seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio no céu em uma escalada", acrescentou.

No texto divulgado, o ucraniano indicou que esta foi "a resposta da Rússia à nossa proposta de trégua de Páscoa". Por outro lado, Moscou afirmou que a iniciativa não estava "claramente formulada".

Kiev, capital da Ucrânia, está acostumada com os ataques aéreos e muitos moradores prosseguiram com as próprias rotinas. Em algumas cafeterias do centro da cidade, alguns clientes não saíram das cadeiras durante os ataques, enquanto outros seguiram com suas compras em um mercado. Outros optaram por buscar abrigo nos bunkers ou nas estações de metrô. No subsolo de um prédio adaptado como refúgio, várias pessoas, incluindo crianças, esperavam sentadas em bancos.

Após uma queda de energia, os smartphones receberam notificações sobre cortes emergenciais de energia elétrica. A empresa Ukrenergo anunciou cortes de emergência "em várias regiões" do país. Segundo a primeira-ministra Yulia Sviridenko, os cortes afetam a cidade de Kiev, Cherkasy e Zhytomyr.

Acordo de cessar-fogo paralisado

As negociações de paz com a Rússia, apoiadas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Zelensky anunciou que convidou os emissários norte-americanos a Kiev para reativar o diálogo e encerrar uma guerra que provocou centenas de milhares de mortos dos dois lados desde que a Rússia invadiu o país, em fevereiro de 2022.

"A delegação fará tudo o que puder, nas condições atuais, em plena guerra com o Irã, para viajar a Kiev", declarou Zelensky a um grupo de jornalistas, incluindo alguns da AFP. "É uma opção alternativa para uma reunião trilateral entre grupos técnicos. O grupo americano pode visitar o nosso país e depois seguir para Moscou", acrescentou.

As reuniões dos últimos meses não apresentaram resultados concretos.

*Com AFP 

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.