'Acordo ainda está distante', diz parlamento iraniano sobre guerra com os Estados Unidos
Apesar dos avanços, líder do país asiático afirma que os EUA devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição

As negociações de paz entre o Irã e os Estados Unidos 'registraram avanços', mas um acordo final 'continua distante', é o que afirmou neste sábado (18) o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
"Ainda estamos longe de encerrar o debate", declarou Ghalibaf em entrevista à televisão iraniana. O presidente do Parlamento participou na semana passada das negociações com os Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão.
"Registramos avanços nas negociações, mas permanecem numerosas divergências e certos pontos fundamentais ainda estão pendentes", acrescentou.
Durante o encontro de Islamabad, o de mais alto nível desde a Revolução Iraniana de 1979, "ressaltamos que não temos absolutamente nenhuma confiança nos Estados Unidos", afirmou Ghalibaf.
"Os Estados Unidos devem tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano", disse, acrescentando que "devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição em sua abordagem do diálogo".
Ele afirmou que o Irã só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, iniciado em 8 de abril, porque os Estados Unidos o solicitaram.
"Estávamos vencendo no terreno, o inimigo não havia cumprido nenhum de seus objetivos e o Irã também tinha o controle do Estreito de Ormuz", assegurou. "Se aceitamos o cessar-fogo foi porque eles haviam aceitado nossas exigências."
Disputa em Ormuz
O tráfego no Estreito de Ormuz voltou a ficar paralisado depois que duas embarcações foram atacadas no sábado (18).
De acordo com dados da Marine Traffic, a maioria das embarcações na área se deslocou para o interior do Golfo Pérsico ou para locais considerados seguros em direção ao Golfo de Omã.
No sábado, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque que transitava pelo canal, e uma segunda embarcação teria sido atingida por um "projétil desconhecido", segundo a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido.
*Com informações da AFP e da CNN Brasil
Jornalista, formado pela PUC Minas e pós-graduado em Jornalismo Digital, na mesma instituição. Doze anos na Record Minas, como Produtor, Editor e Editor-chefe de telejornais e coberturas especiais. Atualmente é Coordenador de Jornalismo Digital da Itatiaia
