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Mercado teve 'surpresa negativa' com resultado do 2º turno, analisa economista

Em entrevista à Itatiaia, economista Guilherme Ventura explica a decisão da Bolsa de Valores brasileira (B3) de acionar como circuit breaker na manhã desta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Lula.

Por e , Juiz de Fora
Homem segura o celular com as duas mãos, com notebook e relatórios na mesa à sua frente, com variação de dados de preço das ações expostos nas telas.
Representação de pessoa avaliando ações de empresas na bolsa de valores. • Freepik

Reação à "surpresa negativa" do mercado diante do resultado das Eleições 2026 - é assim que o economista Guilherme Ventura explica a decisão da Bolsa de Valores brasileira (B3) de acionar como circuit breaker na manhã desta segunda-feira (26).

No primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, o mecanismo suspendeu temporariamente as negociações de ativos à vista por 30 minutos, após o Ibovespa registrar queda de 10% em relação ao fechamento anterior.

'Os agentes econômicos, que, de alguma forma, fazem suas transações na bolsa de valores, tiveram uma surpresa negativa, em função da expectativa que se tinha de que poderia haver uma mudança, no modelo da política econômica brasileira, que permitisse uma diminuição dos juros, e uma melhoria no quadro de desempenho da economia brasileira daqui para frente"

O economista explicou que o circuit breaker é uma medida para dar tempo do pânico do mercado se dissipar. Para mudar o panorama a longo prazo, segundo Guilherme Ventura, o mercado espera informações de como será o novo governo e o controle de gastos.

"A forma de se recuperar desse movimento é, justamente, à medida que forem saindo informações sobre a nova equipe econômica, sobrea forma de controlar os gastos públicos, agora na época da transição e depois para o orçamento dos próximos anos. No sentido de desfazer essa má impressão que tem hoje no mercado de que a gente tá com uma, uma política fiscal mais frouxa, com gastos públicos, bastante elevados e que foram elevados, além disso, por várias medidas que foram anunciadas ao longo do processo eleitoral".

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O circuit breaker já foi acionado no Brasil?

O mecanismo foi criado em 1997 e já foi utilizado em diferentes períodos de turbulência econômica. Entre os episódios mais conhecidos estão a crise asiática, em 1997, a desvalorização do real, em 1999, a crise financeira internacional de 2008 e a pandemia de Covid-19, em 2020.

Em março de 2020, durante o início da pandemia, a B3 acionou o mecanismo seis vezes, em meio à forte aversão ao risco nos mercados internacionais.

A interrupção desta segunda-feira foi a primeira desde março de 2020, de acordo com informações divulgadas pela imprensa financeira.

O circuit breaker é, portanto, uma ferramenta de proteção operacional para situações de volatilidade extrema. Embora não elimine os fatores que provocam as quedas, ele estabelece pausas nas negociações para tentar evitar movimentos desordenados e dar tempo para que o mercado assimile as informações.

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

 

 

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