'Dedicação, foco e resiliência', Daniele Hypólito fala sobre trajetória na ginástica
Mulheres Incríveis traz história da brasileira que conquistou o primeiro pódio da ginástica artística mundial

Aos 40 anos, Daniele Hypólito é um dos expoentes da ginástica artística brasileira. Presente em cinco Olimpíadas, fez história em 2001 ao se tornar a primeira brasileira no pódio da ginástica artística mundial.
Ginasta com mais participação em Olimpíadas, acumula mais de 70 medalhas e foi eleita por duas vezes como a melhor atleta brasileira pelo Prêmio Brasil Olímpico.
Filha do motorista Wagner Hypólito com a costureira Geni Matias, e irmã do ginasta Diego Hypólito, o primeiro contato com a ginástica artística foi no Sesi de Santo André. De lá, ela foi contratada pelo Flamengo em 1994 e mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.
"A ginástica me transformou como ser humano e me deu a oportunidade de mudar a vida da minha família. Ganhei valores de dedicação, foco, resiliência", contou Daniele Hypólito, em entrevista ao quadro Mulheres Incríveis.
"Cada competição construiu minha carreira, mas o momento mais marcante foi conquistar a primeira medalha mundial da ginástica artística do Brasil, que foi em 2001", relembra, ao falar sobre a prata no solo do Mundial de Ghent, na Bélgica.
Daniele se aposentou em 2021 e explicou o preparo que fez, ao longo dos anos, para sair das competições. "Hoje sou comentarista esportiva, palestrante, me apresentei no circo e estou finalizando a faculdade de marketing", conta.
Confira a íntegra da entrevista de Daniele Hypólito para o quadro Mulheres Incríveis e a jornalista Désia Souza.
"Gente como a gente", a participação em realities
Daniele participou de realities shows como Exathlon Brasil (2017), Dancing Brasil (2019), Made in Japão (2020) e BBB 25.
Ao ser questionada sobre a exposição das próprias vulnerabilidades, ela contou que foi uma experiência de tudo o que viveu. "Por mais momentos de pressão que eu vivi na ginástica, o BBB te leva a te autoconhecer melhor. Descobri que sou uma pessoa calma, que não preciso gritar para ser ouvida", pontua.
Trajetória marcada por superação
No início da carreira, aos 12 anos, Daniele Hypólito era uma das passageiras de um ônibus que ia do Rio de Janeiro para Curitiba para participar de uma competição.
No trajeto da Via Dutra, o ônibus se envolveu em um acidente que deixou seis mortos. A ocorrência também deixou a técnica Georgette Vidor paraplégica. Daniele teve apenas ferimentos leves e seguiu no esporte.
"Foi um momento muito delicado. Aprendi que temos que ter cuidado porque imprevistos acontecem. O que eu posso deixar de mensagem é que não desistam dos seus sonhos. Quando você tem certeza do que você é e acredita em você, você e Deus dizem qual é o limite dos seus sonhos", finaliza.
Agenda em Juiz de Fora
Daniele Hypólito esteve em Juiz de Fora nesta quinta, 10 de julho, em uma ação comemorativa pelos 25 anos do Centro Universitário Estácio de Sá em Minas Gerais e pelos 23 anos em Juiz de Fora.
Na agenda, além de palestras para alunos de escolas públicas e convidados, ela também visitou o Instituto Amargen, organização social situada no bairro Dom Bosco, que há 12 anos desenvolve ações socioeducativas integrando esporte, arte e educação como ferramentas de inclusão e cidadania.
Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.
