Tiffany revela sentimentos durante transição e planos para o futuro no vôlei
Oposta que defende o Osasco concedeu longa entrevista ao Basticast

Tiffany Abreu concedeu longa entrevista ao programa Basticast. Durante o papo, a oposta revelou como lidou com a transição para atuar no vôlei feminino.
Nascida no interior de Goiás e criada no Pará, ela começou a ter contato com o esporte em campeonatos escolares. Depois foi para São Paulo pelo sonho de ser atleta profissional.
O sonho teve de ser interrompido em meio a carreira internacional. No vôlei masculino, já havia disputado Superliga e passado por experiências na Europa e na Ásia.
Medo eu nunca tive. Meu nome sempre foi coragem. Quero ser inspiração para as pessoas se tornarem atletas.
A pausa veio em 2012 e, até 2017, ela ficou fora das quadras. Na Holanda, começou a passar pelo processo de transição e que era contra a presença de atletas trans no esporte.
“Fiquei sem jogar até 2017 e pensei que o vôlei tinha acabado na minha vida, que havia alcançado meu sonho de ser atleta. E eu precisava também fazer a Tifanny viver", disse.
“Eu também tinha a cabeça que eles tinham, porque eu não entendia o que um hormônio, uma cirurgia, uma transição fazia com o meu corpo", completou.
Apoio e retomada
A retomada ocorreu na Itália. Após passar por todo o processo e cumprir todas as exigências impostas, Tiffany voltou às quadras.
Além de ser bem recebida pelo público, ela destacou o apoio de duas gigantes do esporte. Thaisa e Adenízia procuraram Tiffany para mandar mensagens de acolhimento.
"Isso me deu uma força! Eu falei: ‘gente, se as maiores estão me dando força porque eu vou ter medo de coisa pequena?", pontuou.
Futuro
A jogadora revelou que já pensa no que fazer quando se aposentar. Tiffany tem o objetivo de se tornar técnica.
"Enquanto tiver boleto eu estou jogando, mas estou querendo começar a fazer os meus cursos de técnica para seguir neste caminho ou algo do tipo", disse.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



