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Rosamaria reforça defesa de Tiffany e critica 'conveniência' com público LGBTQIA+

Jogadora publicou longo texto nas redes sociais nesta quarta-feira (19)

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Rosamaria, oposta do Denso Airybees, do Japão
Rosamaria, oposta do Denso Airybees, do Japão • Reprodução/Instagram Rosamaria

 

Medalhista olímpica e uma das referências da atual Seleção Feminina de Vôlei, Rosamaria usou as redes para defender a oposta Tiffany. Em longo texto publicado nesta quarta-feira (19), Rosa criticou a nova política da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) que optou pelo banimento de atletas trans no esporte.

A jogadora reforçou as falas de Gabi e Sheilla, que já haviam se posicionado a favor de Tiffany. Douglas Souza, do vôlei masculino, também defendeu a colega de profissão.

"Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo", diz em parte da nota.

Outros apoios

Gabi manifestou respeito, carinho e apoio à jogadora do Osasco. Além disso, destacou a importância em enxergar o lado humano das atletas. "O mais fácil e cômodo normalmente não é o caminho mais correto. Então hoje quero falar publicamente sobre a minha revolta e meu incômodo com a forma como o caso da Tiffany vem sendo tratado no nosso país", destaca em um dos trechos.

Outra que foi a publico demonstrar apoio foi a ex-oposta Sheilla Castro. Bicampeã olímpica e ex-capitã do Brasil, ela também ressaltou a importância de olhar para a pessoa Tiffany, antes da atleta.

A decisão da CBV

Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, na sexta-feira (14), que vai aderir à política do Comitê Olímpico Internacional que limita a elegibilidade categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.

A política está alinhada com o Comitê Olímpico Internacional para a elegibilidade de atletas na categoria feminina. A nova regra faz com que as jogadoras tenham que apresentar teste genético com o resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.

Veja posicionamento na íntegra

Coincidentemente, semana passada eu e Gabi tivemos uma conversa bem interessante sobre muitas coisas que vêm acontecendo no nosso meio. Acho que ela traduziu muito bem nesse texto a ideia que trocamos.

De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo? Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo.

É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva.

Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo. O mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia. Acima de tudo, QUERER ser melhor pra gente e pro outro, aprendendo de qual maneira vamos transformar o nosso mundo em um lugar inclusivo e igualitário.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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