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Jogadora de vôlei revela que quase ficou paraplégica após ser baleada: 'Um milímetro'

Oposta Julia Azevedo, do Tijuca, levou um tiro durante uma tentativa de assalto no último domingo (23)

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Julia Azevedo, oposta do Tijuca
Julia Azevedo, oposta do Tijuca • Reprodução/Instagram/Julia Azevedo

A oposta Julia Azevedo, do Tijuca, se recupera após ter sido baleada durante uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro, na noite do último domingo (23).

Em entrevista ao ge, a jogadora da Superliga deu detalhes de como foi o momento e revelou quase ter ficado paraplégica.

“No Souza Aguiar, a equipe médica procurou o buraco de saída da bala, que é na lateral do quadril. A bala não estava alojada. Eles falaram: 'Agradece, porque sua filha nasceu de novo. Por um milímetro não pegou a medula dela. Ela ficaria paraplégica. Por menos de um centímetro não pegou a bexiga, causaria uma hemorragia interna'", contou.

"Eu não estaria mais aqui para contar a história. A bala pegou exatamente onde podia sair. Quando me joguei, desviei a bala no meu corpo. Quando começaram a chegar as mensagens de carinho, vi que nasci de novo. Por pouco não fiquei paraplégica, por pouco não perdi minha vida”, acrescentou.

Cronologia do caso

Julia disse que estava em uma confraternização familiar na casa da avó, quando o pai se ofereceu para levá-la para casa.

“Quando chegamos perto da minha rua, um carro parou perto da gente, meu pai virou normalmente para entrar na rua. Os bandidos saíram do carro, mas não abordaram, não anunciaram assalto, nem falaram para descer do carro. O carona saiu e disparou a arma na nossa cara, sem motivo, sem render. Eu falei para o meu pai: ‘É um assalto’. O primeiro tiro pegou entre o vidro da frente e o lateral, traçando a coluna do carro, mas não pegou o meu pai, graças a Deus. Meu pai se jogou para se proteger e pisou no acelerador. Eu me joguei para dentro para me proteger”, contou a oposta.

A jogadora de 28 anos contou, ainda, que não percebeu ter sido baleada. Ela afirmou ter começado a sentir uma dor forte na região das costas depois que chegou em casa.

Impacto esportivo

Após o tiro, Julia terá que ficar fora das atividades do clube por cerca de um mês. A oposta espera voltar as quadras no dia 22 de dezembro, contra o Dentil Praia Clube, último jogo do Tijuca pela Superliga Feminina neste ano.

“Na minha vida profissional, é tentar voltar mais forte, mesmo que não tenha sido uma lesão causada pelo esporte, impactou, porque vou ficar de jogos importantes do clube. É um momento chato, difícil. Não vou conseguir ir nos treinos iniciais, mas vou tentar dar forças para as meninas para ajudar”, disse.

“Na vida pessoal me tornou cada vez mais grata, porque um dia nossa vida está aqui, no dia seguinte pode não estar mais. Estava com planos de assistir uma série com meu marido, minha tia tinha feito uma árvore de Natal pra mim, tinha planos. E podia ter acabado com a minha vida e a da minha família”, refletiu Julia.

Por

Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.

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