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Vôlei: Renan dal Zotto opina sobre processo de renovação da Seleção Masculina

Antes de pedir demissão, Renan incluiu jovens atletas no elenco para a disputa das últimas competições

No cenário internacional do vôlei masculino, a Seleção Brasileira carregou grande protagonismo nas últimas décadas. Com 67 títulos na história, sendo três Olimpíadas, nove Ligas Mundiais, 33 Sul-Americanos e três Campeonatos Mundiais os mais importantes, o Brasil foi por 13 anos o líder do ranking mundial. Nos últimos sete anos, período sob o comando de Renan dal Zotto, a Seleção passou por oscilações que resultaram na queda para a quinta colocação do ranking. Além disso, houve derrotas impactantes. Pela primeira vez na história, o time nacional foi derrotado no Campeonato Sul-Americano e não ficou com o título. Diante da mesma argentina, o time perdeu a disputa pela medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Para o ex-técnico Renan dal Zotto, atualmente, o vôlei está mais nivelado, com diversas seleções sendo protagonistas de competições importantes. Em entrevista ao canal do Youtube Na Nossa Rede, Renan também afirmou que as fases de baixo rendimento são comuns em qualquer equipe. “Eu vi e li que é balela essa coisa do voleibol estar nivelado, que nós é que caímos. Pode ser que o vôlei brasileiro tenha dado uma queda porque isso é cíclico. Tivemos grandes fases e dentro delas tivemos algumas quedas”, explicou o ex-treinador.

A renovação de atletas também fez parte do período em que Renan esteve a frente da Seleção. Grandes jogadores como Wallace e Douglas Souza deram espaço para jovens como Darlan e Honorato assumirem protagonismo no elenco. De acordo com o ex-treinador, é essencial que essa preparação seja feita desde cedo para que os atletas estejam prontos para grandes partidas.

“Deveríamos ter um esclarecimento maior de como está funcionando, do que está sendo feito, do momento em que estamos em que precisamos inserir alguns jogadores jovens na Seleção Brasileira. Há um ano atrás, jogamos uma Liga das Nações e o nosso oposto foi o Darlan, com 19 anos. Fomos duramente criticados. Ninguém conseguiu perceber a importância que era dar o espaço para um garoto como ele, o Thierry, e o Judson esse ano”, comentou o ex-técnico.

Renan também destacou a participação do central Judson durante a última Liga das Nações. “Ele jogou seis ou sete jogos de titular na VNL. Fatalmente é um jogador que vai estar pronto para enfrentar as grandes decisões no ano que vem”, explicou o brasileiro.

Em termos de comparação, o ex-comandante da Seleção Brasileira, elogiou o processo de renovação feito pelos italianos nos últimos anos e cravou que será uma das equipes fortes a disputar os Jogos Olímpicos de Paris. “Há dois anos atrás, a Itália reformulou, colocou os garotos e dois anos depois foi campeã mundial. E veio para cá [disputar o Pré-Olímpico no Brasil] como uma equipe extremamente competitiva, jovem, e vai ser uma das principais candidatas ao título em Paris”, disse Renan.

Graduada em Jornalismo pela PUC Minas e repórter do portal Itatiaia Esporte. Cobre outras modalidades, especialmente vôlei.
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