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COB garante seleções de vôlei em competições internacionais

Com as punições dadas a CBV pelo caso Wallace, a participação dos times de vôlei no Pré-Olímpico estava ameaçada, assim como em outras competições

Nessa terça (8), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) publicou uma nota oficial com o posicionamento do Conselho de Ética do COB acerca das participações das Seleções Masculina e Feminina de Vôlei nas competições internacionais. No ofício, foi concedida ao COB a liberação para comandar as ações de preparação das equipes de vôlei de quadra e de praia, adultas e de base, enquanto a punição à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) estiver vigente pelo Caso Wallace.

Com isso, as presenças das seleções no Pré-Olímpico, nos Jogos Pan-Americanos, nos Mundiais da Seleção de Base, e nas etapas do Circuito de Vôlei de Praia, estão garantidas.

A punição dada à CBV teve relação com a escalação de Wallace para a final da Superliga Masculina, no último dia 30, entre Minas e Cruzeiro. Os repasses financeiros, além do patrocínio master do Banco do Brasil, estão vetados por seis meses para a Confederação. Sem a verba, as participações das seleções nas competições internacionais estavam ameaçadas. Além disso, as viagens e manutenção do Centro de Desenvolvimento de Voleibol em Saquarema não teriam recursos para ser mantidas.

Com a liberação do Conselho de Ética do COB, toda a preparação passa a ser de responsabilidade do Comitê Olímpico Brasileiro.

Leia a nota na íntegra:

“Em resposta à solicitação de questionamento, o Conselho de Ética do COB permitiu que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) possa executar as ações de preparação de todas as equipes brasileiras de vôlei e de vôlei de praia, adultas e de base, enquanto vigorar a suspensão de seis meses imposta à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Tal medida inclui executar diretamente os recursos da Lei das Loterias previamente destinados à modalidade, fazer atendimento a atletas e garantir as ações voltadas aos Jogos Pan-americanos Santiago 2023 e aos Jogos Olímpicos Paris 2024.

Ao COB também caberá a inscrição das seleções feminina e masculina nos pré-olímpicos da modalidade, que ocorrerão em setembro e outubro, respectivamente - em outros eventos que requerem aval do comitê olímpico nacional.

A medida permitirá ainda que o COB realize a disputa do vôlei nos Jogos da Juventude, cuja edição de 2023 será realizada entre 1 e 16 de setembro em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

“O Comitê Olímpico do Brasil cumpre, como rege seu Estatuto, todas as decisões advindas de seu Conselho de Ética. Não poderia ter sido diferente. Mas também é nossa missão promover o esporte de alto rendimento no país e dar todas as melhores condições para os atletas de todas as modalidades que compõem o programa olímpico. Por isso, buscamos desde o início alternativas para que o vôlei continuasse a receber todo apoio necessário para continuar sendo uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil”, afirmou Paulo Wanderley Teixeira, Presidente do COB.

“Na quinta-feira, fizemos um pedido de esclarecimento e consideração ao Conselho de Ética para que o COB pudesse executar as ações do vôlei - custear viagens, inscrever as seleções, adultas e de base, em eventos. E, principalmente, assegurar a participação nos pré-olímpicos deste ano para Paris 2024. Hoje, podemos assegurar, com segurança e respaldo jurídico, que as seleções brasileiras de vôlei terão a chance de se classificar para os Jogos Olímpicos de Paris e que os atletas da modalidade continuarão contando com o apoio do COB em seus treinamentos”, complementou.”.

Graduada em Jornalismo pela PUC Minas e repórter do portal Itatiaia Esporte. Cobre outras modalidades, especialmente vôlei.
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