Belo Horizonte
Itatiaia

André Jardine fala sobre conquistas do ouro olímpico e do título mexicano

Por
Multicampeão com o América, André Jardine encontrará outro ex-São Paulo • Divulgação/América-MEX

Medalhista olímpico pela Seleção Brasileira e atual campeão mexicano pelo América, o técnico André Jardine falou sobre emoções, sensações e diferenças nas conquistas recentes no futebol profissional. O treinador será o convidado do Bola da Vez da ESPN no próximo sábado (13), apresentado por André Plihal. O programa irá ao ar às 22 horas.

O apresentador André Plihal questionou Jardine com a seguinte pergunta: “E o filho mais bonito: a medalha de ouro olímpica ou esse título mexicano por um gigante?”. Sem fugir da raia e de bate pronto, o técnico falou do orgulho de colocar a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio

“Eu tinha um sonho muito grande de ver a bandeira do Brasil subindo no lugar mais alto, eu tinha esse sonho, alimentava ele muito antes de ir para a Seleção. Então eu imagino: ‘Bom, vou ter a oportunidade de realizar aquilo que um dia eu imaginei, de cantar o hino vendo a bandeira do Brasil no lugar mais alto’. Aquele momento foi um sonho de criança, foi uma realização, foi um orgulho para minha família. Talvez só uma Copa do Mundo seja mais marcante para um profissional do futebol brasileiro estar com a Seleção", comentou o Jardine.

Complementando a resposta na pergunta de Plihal, o treinador exaltou a presença de 80 mil pessoas no estádio Azteca na conquista do Campeonato Mexicano pelo América. A equipe não conquistava o campeonato nacional desde 2018 e o brasileiro devolveu o “Las Águilas” o posto de campeão nacional.

"A conquista com o América, no Azteca, teve um ingrediente que os Jogos Olímpicos não tiveram, que é o público. A gente jogou com o estádio vazio. Foi lindo, foi marcante, mas faltou alguma coisa. E no Azteca, com 80.000 pessoas, o América fez uma festa lindíssima desde a entrada em campo. A torcida foi impressionante o que fez durante o jogo todo. Eu chego a me arrepiar de lembrar. A conquista, a comemoração, tudo o que a gente viveu desde o apito final, vão ser imagens que não vão sair da cabeça", finalizou.

Com 44 anos de idade, André Jardine começou sua carreira nas categorias de base do Internacional de Porto Alegre como treinador da equipe sub-10. Após mais de 10 anos, o profissional foi treinar o sub-17 do Grêmio, rival da equipe colorada. Ainda no Imortal, o campeão olímpico foi auxiliar técnico de Luiz Felipe Scolari, além de passar um período como interino.

Mas foi no São Paulo que Jardine começou dar seus primeiros passos para alcançar a glória. Em 2015, o profissional assumiu o comandou da equipe sub-20 e ficou até o começo de 2018. No mesmo ano assumiu o comando técnico da equipe principal do Tricolor Paulista. Após rápida passagem pelo São Paulo, o treinador assumiu o desafio de comandar a Seleção Olímpica, garantiu o Ouro e mudou para o futebol mexicano. Antes de garantir o título pelo América, o técnico teve uma passagem de destaque pelo Atlético San Luís.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais