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Wimbledon vai à Justiça para ampliar quadras, receitas e receber quali

Torneio quer construir mais 38 outras quadras de grama em um antigo campo de golfe do outro lado da rua,

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Wimbledon em preparação para as disputas de 2025
Wimbledon durante as disputas de 2025 • Divulgação/Wimbledon

Quando Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka estiverem em quadra para jogar as partidas de quartas de final, a organização de Wimbledon estará na Suprema Corte do Reino Unido, nesta terça-feira (8), para tentar ampliar suas instalações. O Grand Slam britânico foi à Justiça para poder fazer melhorias no All England Club, em busca de um ousado projeto de expansão nos subúrbios de Londres.

O plano inclui a construção de um novo estádio, com capacidade para receber 8 mil torcedores, com teto retrátil, a exemplo do que já acontece nas duas principais quadras do complexo atualmente. Além disso, o torneio quer construir mais 38 outras quadras de grama em um antigo campo de golfe do outro lado da rua, o que permitiria ao All England Club transferir sua fase de qualificação e realizá-la no local - como fazem os outros torneios do Grand Slam - para aumentar o público e a receita.

A vizinhança, contudo, mostra resistência quanto aos plano de Wimbledon. Alguns moradores analisaram os detalhes em profundidade e não estão tão convencidos dos benefícios desta ampliação. É por isso que a proposta será levada ao Supremo Tribunal do Reino Unido para uma revisão judicial nesta terça e também na quarta.

Além das preocupações com o meio ambiente e com a presença de muitas pessoas no local, os vizinhos argumentam que a propriedade vizinha, que era um campo de golfe quando o All England Club a comprou em 2018, está sujeita a restrições que favorecem a preservação de espaços abertos para o público.

Wimbledon argumenta

O torneio mais antigo do Grand Slam é o único dos quatro que realiza suas rodadas de qualificação, a fase preliminar do torneio, em um local completamente separado. Há também poucos campos de treino na configuração atual, o que obriga alguns dos melhores tenistas do mundo a compartilhar as quadras.

"Wimbledon precisa de se manter no topo do desporto mundial e, para isso, é necessário evoluir tanto dentro como fora do campo, com infraestruturas", disse Debbie Jevans, presidente do All England Club, à agência de notícias Associated Press.

Os números de público de Wimbledon ficam atrás dos outros três torneios principais. O Aberto da Austrália vendeu 1,1 milhão de ingressos para a chave principal deste ano - mais do que o dobro da contagem de Wimbledon para 2024 - depois de atrair mais de 115 mil pessoas na semana do quali. A fase preliminar de Wimbledon, a cinco quilômetros de distância, é disputada em Roehampton e conta com apenas 8 mil ingressos.

Roland Garros atraiu 80 mil fãs para sua fase de quali. Os torcedores puderam assistir aos treinos dos tenistas famosos, além do minitorneio em que os competidores disputam vagas cobiçadas nas chaves de simples. O projeto de Wimbledon permitiria 8 mil espectadores nas eliminatórias, por dia.

"Se você olhar para os outros Grand Slams, eles terão eventos comunitários durante a primeira semana... e, é claro, o tênis sério", disse Jevans. "Então, sempre começamos com o tênis, mas, sim, quero a oportunidade de abraçar mais pessoas. A demanda por nossos ingressos está fora dos gráficos."

Uma arena com 8 mil lugares se tornaria o terceiro maior estádio de Wimbledon, depois da Quadra Central e da Quadra Nº 1 - ficaria localizada do outro lado da rua da Quadra Nº 1. O plano de Wimbledon, que incorpora o espaço agora usado para a famosa fila, mais do que dobraria o número total de quadras de grama - atualmente, há 18 para o torneio, além de 20 para treinos.

Jevans disse que "pelo menos sete" das novas quadras propostas seriam disponibilizadas para uso da comunidade. O plano também inclui dois parques públicos, um deles com 23 acres. O clube se recusou a comentar o custo do projeto, que a mídia britânica estimou em cerca de US$ 270 milhões (R$ 1,4 bilhão).

Com agência

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