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Após queixa de Sabalenka: entenda motivo do cheiro de maconha 'invadir' US Open

A tenista Aryna Sabalenka interrompeu partida no US Open, em Nova York, para reclamar do cheiro

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Arthur Ashe, quadra principal do US Open
Arthur Ashe, quadra principal do US Open • Divulgação/US Open

A tenista Aryna Sabalenka interrompeu sua partida no US Open, em Nova York, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (4) para reclamar do forte cheiro de maconha. O incidente, ocorrido na Louis Armstrong Stadium, incomodou a número 1 do mundo durante o confronto contra Kamilla Rakhimova.

A número 1 do mundo vencia o set por 3 a 0 quando alertou a árbitra Eva Asderaki-Moore sobre o odor. Sabalenka questionou se alguma providência poderia ser tomada, dada a intensidade do cheiro. Ela venceu a partida por 2 sets a 0.

Não é a primeira vez que o problema é relatado em Flushing Meadows. Há anos, jogadores relatam que o cheiro de cannabis atinge áreas do complexo, especialmente as quadras próximas ao parque que cerca o Centro Nacional de Tênis Billie Jean King.

O US Open acontece no Flushing Meadows-Corona Park, uma extensa área pública localizada no Queens. O complexo de tênis é cercado por espaços abertos, o que favorece a circulação do ar entre o parque e as instalações do torneio.

A situação é mais notável na Quadra 17, situada na extremidade do complexo e vizinha ao parque. Em 2023, o tenista Alexander Zverev brincou que o local parecia "a sala de estar do Snoop Dogg" devido ao cheiro de maconha.

A Louis Armstrong, palco do confronto entre Sabalenka e Rakhimova, é mais protegida e interna ao complexo. Por isso, o episódio desta sexta-feira (4) chamou a atenção, já que não foi determinado se o odor vinha das arquibancadas ou de fora do estádio.

O uso recreativo da cannabis por adultos é legal no estado de Nova York desde 2021. A lei permite que pessoas com 21 anos ou mais possuam e consumam a substância conforme as regras das autoridades locais.

Isso, contudo, não significa que seja permitido fumar dentro do US Open. O complexo, administrado pela USTA, é considerado uma área livre de fumaça, proibindo cigarros, cannabis e cigarros eletrônicos.

A organização afirma manter equipes de segurança e atendimento ao público para intervir ao identificar fumantes. A USTA colabora com o Departamento de Polícia de Nova York e o Departamento de Parques para tentar mitigar o problema nas áreas próximas ao complexo.

Sabalenka não é a primeira estrela a se incomodar com a situação. O cheiro de maconha já gerou reclamações de diversos jogadores durante o US Open.

Em 2023, Maria Sakkari chegou a questionar a arbitragem em uma partida na Quadra 17. Na mesma edição, Zverev novamente comentou sobre o odor, fazendo a comparação com a sala de Snoop Dogg.

A britânica Katie Boulter também relatou ter sentido o cheiro de maconha durante uma partida no torneio. Segundo a tenista, a situação pode prejudicar a concentração de quem busca competir no mais alto nível.

O problema também foi mencionado por Nick Kyrgios e outros jogadores ao longo dos anos, consolidando o cheiro de cannabis como uma das curiosidades associadas ao US Open.

Após a vitória sobre Rakhimova, Sabalenka tratou o episódio com bom humor. A tenista bielorrussa afirmou que as pessoas têm liberdade para fazer o que quiserem, mas pediu que evitem fumar nas proximidades das quadras.

"Vocês podem fazer o que quiserem, podem fumar o que quiserem, podem relaxar o quanto quiserem, mas, por favor, não façam isso perto das quadras de tênis", disse.

A tenista reconheceu não saber exatamente a origem do cheiro. Segundo ela, o vento poderia ter trazido a fumaça de uma área externa para dentro do estádio.

"É um pouco complicado lidar com esse cheiro enquanto você está tentando competir no seu melhor nível", afirmou Sabalenka.

O episódio realçou uma peculiaridade do US Open: em meio à legalização da cannabis em Nova York e à localização estratégica do complexo, os tenistas precisam lidar com um cheiro proibido dentro do torneio, mas que pode alcançar as quadras a partir das áreas externas.

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