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Presidente do Inter diz que recebeu ameaças de morte após eliminação

Internacional foi eliminado nas semifinais do Gauchão pelo Caxias, em jogo que terminou em pancadaria do Beira-Rio

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Alessandro Barcellos revelou que sua família recebeu ameaças de morte após eliminação do Colorado pelo Caxias
Alessandro Barcellos revelou que sua família recebeu ameaças de morte após eliminação do Colorado pelo Caxias • Ricardo Duarte / Internacional

O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, revelou que sua família vem recebendo ameaças de morte após a eliminação do Colorado pelo Caxias, nas semifinais do Campeonato Gaúcho. O Inter foi eliminado, nos pênaltis, após empatar em 1 a 1, no Beira-Rio, numa partida que terminou com pancadaria e invasão de campo de torcedores.

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"Do ponto de vista pessoal, minha família tem sofrido ameaças de morte desde ontem à noite", revelou, em entrevistas à ESPN. "Já encaminhei isso tudo para a polícia", seguiu, dizendo que estão vindo por ligações. "Descobrem os telefones das pessoas, não é nem em rede social. Isso não cabe mais hoje, em um mundo muito mais civilizado, com ações como essa de barbárie", disse o presidente do Inter, em Assunção, no Paraguai, onde está para o sorteio da Libertadores.

Barcellos, que fez um Boletim de Ocorrências contra as ameaças, foi responsabilizado por muitos torcedores pela eliminação do Inter. O dirigente pediu paz no futebol e afirmou que nenhum clube consegue somente vitórias.

"Cabe aos dirigentes, aos jogadores, dar exemplo. A imprensa nos ajudar nisso, trazendo esse tema, para que não levem isso ao extremo, porque o jogo é dentro das quatro linhas. Futebol é uma paixão, mas ela não pode transpor isso. A gente precisa olhar para isso (ameaça) com outro olhar", disse.

O dirigente poupou criticar abertamente os jogadores do Inter envolvidos na confusão. Apenas alegou que o clube não admite, apesar de não falar nem em punições para os briguentos.

"As imagens que ficam são ruins, totalmente reprováveis. Inadmissível que sujeitos protagonizem atitudes como aquela, por mais que se digam torcedores, de quaisquer clubes do Brasil ou do mundo", disparou o dirigente.

"A gente também condena briga entre jogadores e provocações, o futebol há muito tempo reproduz isso, volta e meia em alguns eventos, e a gente precisa dar exemplo. Óbvio que o Internacional não aprova", afirmou.

Na súmula do jogo, o árbitro Rafael Klein relatou a invasão de torcedores do Internacional e disse que o lateral Dudu Mandai, do Caxias, foi agredido não apenas pelo torcedor com a criança no colo, mas também por um segurança do clube. Por causa da briga generalizada, o árbitro informou as expulsões de Carlos De Pena, Matheus Dias, John, Emerson Júnior, Baralhas, Rodrigo Moledo e Alan Patrick, do Inter, além de Marciel, Wesley e Guedes do Caxias.

Torcedor suspenso

Barcellos também aproveitou para revelar que o torcedor do Inter que estava com a filha no colo e agrediu um jogador do Caxias foi suspenso preventivamente dos jogos e do quadro de sócios do clube.

"Nós já identificamos o torcedor. Todas as suas identificações foram encaminhadas para a Delegacia da Criança e do Adolescente, a quem cabe avaliar isso. Ele era sócio do clube, já suspendemos por tempo indeterminado seu acesso ao Beira-Rio ou a qualquer dependência do clube, e vamos trabalhar para que este fato seja punido de forma exemplar, para que não aconteça com uma criança de colo, que torna ainda mais chocante a imagem", concluiu o presidente colorado.

(com agências)

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