Itatiaia

Porta-bandeira do Brasil venceu câncer antes de participar dos Jogos Olímpicos

Raquel Kochhann vai disputar a Olimpíada pela terceira vez consecutiva

Por
Raquel Kochhann será porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Abertura • Gaspar Nóbrega/COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, na noite dessa segunda-feira (22), a atleta Raquel Kochhann como porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Capitã do rúbgi sevens, Raquel venceu um câncer de mama e uma lesão de ligamento cruzado ao longo do último ciclo olímpico.

Raquel Kochhann tem 31 anos e vai para a terceira Olimpíada da carreira. A brasileira defendeu a Seleção nas últimas duas edições dos Jogos (Tóquio 2020 e Rio 2016).

"Essa sensação de levar a bandeira para o mundo inteiro ver em uma cerimônia de abertura é algo que não consigo explicar em palavras. Trabalhamos muito no Brasil para que o rúgbi cresça e ganhe seu espaço. Sabemos que a realidade do nosso esporte não é ter uma medalha de ouro por enquanto, apesar de termos esse sonho. Mas sempre vi que quem carrega essa bandeira tem uma história incrível e representa uma grande conquista", explicou.

Antes de se tornar uma referência no esporte, Raquel sonhava em ser jogadora de futebol desde pequena e chegou a atuar pelo Juventude. Em 2010, foi pré-convocada para a Seleção Brasileira sub-17, mas foi cortada após uma lesão. Aos 19 anos, conheceu o rúgbi e optou por seguir caminho na modalidade.

Recuperação do câncer

O momento mais delicado da vida foi vivido depois dos Jogos no Japão. Raquel notou um caroço no peito durante os Jogos de Tóquio, mas nada foi detectado após exames realizados.

Em 2022 o nódulo havia dobrado de tamanho e células cancerígenas foram detectadas no local. A atleta começou imediatamente o tratamento.

A primeira convocação após as recuperações ocorreu em janeiro de 2024. A postura da atleta foi elogiada pelo técnico da seleção Will Broderick.

"Nunca vi nada parecido na minha vida. A Raquel mostrou uma força incrível neste período, vinha treinar todos os dias mesmo durante o tratamento. E, quando não estava treinando, ajudava a equipe da forma que podia: filmando as atividades, levando água para as companheiras ou motivando a equipe. É um exemplo para todos nós", disse.

Com informações da Agência Estado

Por

Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais
 

 

Belo Horizonte