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Olimpíada: em meio à polêmica, hino da Argentina é vaiado por franceses no futebol

Hino da Argentina tem sido vaiado com frequência durante os Jogos Olímpicos após episódio de racismo

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Jogadores da Argentina em partida pela Olimpíada

A Argentina teve o hino vaiado nesta sexta-feira (2), pouco antes da bola rolar para o confronto diante da França no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Os donos da casa têm provocado os sul-americanos desde o episódio de racismo envolvendo o volante Enzo Fernández, na comemoração do título da Copa América.

As seleções se enfrentaram nesta sexta (2), em confronto válido pelas quartas de final dos Jogos, no Matmut Atlantique, em Bordeaux. Os jogadores argentinos não reagiram às vaias e cantaram o hino de forma vibrante. Esta, porém, não foi a primeira vez em que os ‘hermanos’ foram provocados.

Entenda o caso

No dia 15 de julho, um dia após o título da Argentina na Copa América, o volante Enzo Fernández registrou através de uma live no seu perfil de Instagram a celebração da delegação argentina dentro de um ônibus. Na ocasião, os atletas cantaram uma música com ofensas racistas e homofóbicas.

Ao perceber o cântico entoado, o jogador prontamente encerrou a transmissão ao vivo em sua rede social. Confira a letra:

“Eles jogam pela França

mas são de Angola

que bom que eles vão correr

se relacionam com transexuais

a mãe deles é nigeriana

o pai deles cambojano

mas no passaporte: francês”.

A música em questão ganhou notoriedade em 2022, quando a Argentina conquistou o título da Copa do Mundo. Desde então, torcedores argentinos constantemente entoam os versos ofensivos ao atletas de naturalidade francesa.

Vale destacar que no ano em questão, os argentinos venceram a final contra a França. Após o eletrizante 3 a 3 em tempo normal, os latino-americanos levantaram o troféu ao bater os europeus nos pênaltis por 4 a 2.

A Fifa abriu investigação contra a Associação de Futebol Argentino (AFA) e o Chelsea iniciou apuração contra Fernández, responsável por gravar e transmitir ao vivo o vídeo que registrou o episódio racista. O atleta usou as redes sociais para se desculpar pelo episódio.

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Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.

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