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Nova política do COI veta mulheres trans nas Olimpíadas a partir de 2028

Regra define elegibilidade com base em critérios biológicos e exclui atletas trans dos Jogos Olímpicos

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Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional
Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional • AFP/Yves Herman

O Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu a participação de mulheres transgêneros nas Olímpiadas após aprovar, nesta quinta-feira (26), uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina. A medida passa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Segundo o COI, a elegibilidade para competições femininas ficará restrita a “mulheres biológicas”, com definição baseada em exame único do gene SRY, localizado no cromossomo Y. A entidade afirmou que a decisão busca “proteger a justiça, a segurança e a integridade” na categoria.

A nova regra não possui efeito retroativo e não se aplica a programas esportivos de base ou recreativos. O COI também destacou que a Carta Olímpica mantém o acesso ao esporte como um direito humano.

Não há confirmação sobre quantas atletas transgênero atuam em nível olímpico. Nos Jogos de Olimpíadas de Paris 2024, nenhuma mulher que realizou transição de gênero após o nascimento competiu.

O documento divulgado pelo COI também estabelece restrições para atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), como a bicampeã olímpica Caster Semenya.

A medida ocorre após uma revisão liderada pela presidente do COI, Kirsty Coventry, que assumiu o cargo em junho e colocou a definição de critérios para a categoria feminina como uma das prioridades da gestão.

O tema já havia ganhado força antes dos Jogos de Paris, quando modalidades como atletismo, natação e ciclismo adotaram regras que impedem a participação de mulheres transgênero que passaram pela puberdade masculina.

De acordo com o COI, estudos indicam que indivíduos do sexo masculino apresentam vantagens físicas relacionadas à testosterona em diferentes fases da vida. O documento aponta que esses fatores geram benefícios em desempenho esportivo, especialmente em provas que exigem força, potência e resistência.

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Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.

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