Isaquias Queiroz abre o jogo sobre importância da família na carreira de atleta
Canoísta brasileiro atribui parte do sucesso aos filhos e esposa

Isaquias Queiroz subiu ao pódio e comemorou a quinta medalha olímpica da carreira da maneira diferente. O canoísta brasileiro, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, fez o gesto do Kamehameha, referência ao desenho japonês Dragon Ball-Z. O desenho é assistido por Isaquias com o filho Sebastian e mostra a importância da família na vida do atleta.
"Minha família é essencial na minha carreira. Devo muito a eles, minha alimentação eu faço em casa com minha esposa, minha diversão, distração é com meus filhos, minha esposa, só tenho eles aqui em Minas Gerais. Eles me ajudaram bastante na evolução como atleta e cidadão. Nada melhor do que fazer por eles", disse à Itatiaia.
Isaquias se casou em 2017 com Laina Guimarães, pouco depois de conquistar três medalhas olímpicas na Rio'2016. Um ano depois, nasceu Sebastian, o primeiro filho do casal. O canoísta repetiu por diversas vezes o objetivo de conquistar uma medalha para o filho mais velho, hoje com seis anos.
O atleta olímpico se conectou ainda mais com a família em 2023, quando se afastou dos treinamentos para ficar mais próximo a esposa e filhos. Em 2023, nasceu Luigi, segundo filho do casal.
"Eu já fiz muito por mim, campeão olímpico, campeão mundial. Hoje, meu objetivo é ganhar o máximo de medalhas possíveis para eles (esposa e filhos). Vou seguir treinando mais ainda, não vou fazer corpo mole, meu objetivo é ganhar o máximo de medalhas para quando eu parar, falar assim: parei, sossegado, sem peso na consciência", completou.
Um dos maiores da história
Isaquias Queiroz é um dos maiores atletas do Brasil em Jogos Olímpicos. A medalha de prata em Paris na prova C-1 1000m foi a quinta na carreira do canoísta.
O atleta tem uma medalha de ouro na mesma prova, disputada em Tóquio 2020. No Rio de Janeiro, em 2016, se tornou o único brasileiro a conseguir três medalhas na mesma Olimpíada: prata no C-1 1000m e C-2 1000m, além do bronze no C-1 200m.
A ginasta Rebeca Andrade é a maior medalhista da história do Brasil. No total, a paulista conquistou seis medalhas em duas participações olímpicas.
Com cinco medalhas cada, os velejadores Robert Scheidt (dois ouros, duas pratas e um bronze) e Torben Grael (dois ouros, uma prata e dois bronzes) estão ao lado de Isaquias na segunda posição.
O ‘pódio’ ainda tem Gustavo Borges (Natação) e Serginho (vôlei). Os dois somam quatro medalhas olímpicas.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



