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Apesar de brilho feminino, Brasil tem ano frustrante antes de Paris 2024

Embora tenha batido recordes no Pan de Santiago, time Brasil encerra 2023 com apenas três ouros em mundiais

Por
Rebeca Andrade
Rebeca Andrade conquistou cinco medalhas no Mundial de Ginástica • Reprodução: Instagram

Para atingir a meta traçada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ter a melhor participação da história do país em Jogos Olímpicos na edição de Paris, em 2024, o Brasil terá que melhorar significativamente os resultados em relação a 2023. Ao todo, foram três ouros, seis pratas e oito bronzes conquistados em mundiais de provas do programa olímpico ao longo da última temporada (veja todas ao fim da matéria).

Até hoje, a melhor campanha do Time Brasil em uma única Olimpíada foi justamente na última. Em Tóquio, foram sete ouros, seis pratas e oito bronzes.

Os ouros em mundiais disputados 2023 foram conquistados por Bia Ferreira, Rebeca Andrade (salto) e Filipe Toledo, campeão da World Surf League (WSL).

A ginasta terá o desafio de superar novamente a estrela Simone Biles, grande favorita ao individual geral e forte candidata nos demais aparelhos, assim como a brasileira.

Medalhista de prata em Tóquio, Bia Ferreira entra como favorita nos Jogos Olímpicos de Paris e vai tentar o ouro inédito antes de se dedicar de vez ao boxe profissional. Filipe Toledo, mais completo surfista em 2023, terá o desafio de vencer pela primeira vez na icônica onda de Teahupoo, distante da ideal para as caraterísticas do paulista de Ubatuba.

Das 17 medalhas conquistadas pelo Brasil em mundiais disputados na última temporada, 11 foram por mulheres. A tendência é que o esporte feminino siga como protagonista em 2024.

Consolidados no topo

Dos medalhistas em mundiais em 2023, alguns estão consolidados entre os melhores dentro dos respectivos esportes e lutarão pelo topo em Paris. Rayssa Leal, prata no Mundial disptuado no final de 2023, foi a mais regular da temporada e campeã da SLS. Hoje, a fadinha é favorita ao pódio e briga forte pelo ouro.

Outro caso de brasileiras que foram as melhores do ano como um todo e ficaram com a prata no Mundial é o da dupla formada por Ana Patrícia e Duda, no vôlei de praia. As duas foram as mais dominantes do circuito e também chegam forte para Paris 2024.

Marcos D'Almeida, número 1 do tiro com arco, ficou com o bronze no Mundial e está entre os melhores da modalidade. Nesse caso, a imprevisibilidade do esporte em questão, dificulta a previsão de medalha. No Pan de Santiago, por exemplo, o carioca foi surpreendido e eliminado antes das fases finais.

No skate, tanto street quando park, outros brasileiros também estão no grupo que lutará por uma vaga no pódio. Caio Bonfim, na marcha atlética, também acumula bons resultados recentes. É o mesmo caso de Flávia Saraiva na ginástica artística.

Modalidade que deu mais medalhas em Brasil em Tóquio, o boxe também segue alta e não depende apenas de Bia Ferreira. No Pan de Santiago, foram 12 medalhas de 16 possíveis, com destaque para as mulheres

Esperança de melhora

Além dos medalhistas, o Brasil tem outros atletas que têm boas chances de melhorar o desempenho e subir ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris. As bicampeãs olímpicas Kahena Kunze e Martine Grael, por exemplo, foram mal no Mundial, mas não podem ser excluídas do grupo que briga por medalha nas regatas que serão disputadas em Marselha.

Outro que teve o ano de 2023 abaixo do que pode render se estiver saudável é Alison dos Santos,. O velocista passou por uma cirurgia no joelho e não teve tempo para se preparar da melhor maneira para as principais competições. A tendência é que chegue em melhores condições para brigar com Karsten Warholm, Rai Benjamin e Kyron McMaster nos 400m com barreiras.

Isaquias Queiroz é outro brasileiro que não teve a preparação adequada em 2023 e pode voltar ao topo até Paris. Por escolha pessoal, o campeão olímpico interrompeu os treimamentos durante um longo período e ficou na sexta colocação no Mundial de Diusburg.

Em entrevista à Itatiaia, ele confirmou que acredita que chegará no melhor nível em Paris. Se conseguir duas medalhas, ele se tornará o maior medalhista da história do Brasil nos Jogos Olímpicos.

Outros destaques do esporte brasileiro também sofreram com lesão em 2023, mas podem ter protagonismo de volta em 2024. Mayra Aguiar, Daniel Carginin e Bruno Fratus são exemplos. No judô, Rafaela Silva, Rafael Silva e Beatriz Souza são nomes para ficar de olho. Nos esportes coletivos, há expectativa para qual time o futebol masculino irá levar e evolução dos times de vôlei.

Ana Sátila, Hugo Calderano, André e George, Bia Haddad Maia e Maria Eduarda Alexandre são alguns dos atletas que não conquistaram medalha e podem surpreender em Paris.

Lista dos brasileiros medalhistas em mundiais de 2023*

Ouro

  • Beatriz Ferreira - boxe +60kg
  • Filipe Toledo- surfe - campeão da WSL
  • Rebeca Andrade- salto da ginástica artística

Prata

  • Ana Patrícia/Duda -vôlei de praia
  • Luigi Cini - skate park
  • Rayssa Leal- skate street
  • Rebeca Andrade- solo da ginástica artística
  • Rebeca Andrade- individual geral da ginástica artística
  • Equipe- ginástica artística feminina

Bronze

  • Wanderson Oliveira - boxe até 80lkg
  • Flavia Saraiva - ginástica solo
  • Rebeca Andrade- ginástica trave
  • Beatriz Souza - judô acima de 78kg
  • Rafael Silva- judô acima de 100kg
  • Maria Clara - taekwondo até 57kg
  • Caio Bonfim- marcha atlética 20km
  • Marcus D´Almeida- tiro com arco
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Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.

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