'Não temos treinador nesse país', dispara dirigente brasileiro
Presidente de clube brasileiro também disse que jogadores são “cheios de vícios”

Em busca de um treinador depois da demissão de Mozart Santos, o presidente do Atlético-GO disse que o mercado brasileiro não apresenta muitos profissionais de qualidade para assumir a função. Em entrevista coletiva concedida nessa terça-feira (2), Adson Batista disse que o país "parou no tempo" na formação de técnicos.
"Até parece que temos tantos profissionais na praça para resolver o meu problema. Eu não consigo número de três que chegariam aqui e nem tenho certeza se resolveria. Hoje temos uma carência muito grande de profissionais. Não é só jogador. Hoje, não temos treinador nesse país", disse.
"Eu não queria falar isso, mas vou ter que falar. Temos que capacitar melhor nos nosso treinadores. Nós paramos no tempo, infelizmente. Sou um cara que defende a nossa causa, sou bairrista, mas é uma realidade", completou.
Recentemente, treinadores estrangeiros estão ganhando espaço no futebol brasileiro. Na Série A do Brasileirão, são 10 técnicos, sendo que seis deles são portugueses.
"Lá em Portugal, qualquer treinador que está fazendo um trabalho está à frente, com variações", declarou.
Jogadores na mira
Não foram só os treinadores brasileiros que receberam críticas de Adson Batista. O dirigente avaliou que os atletas têm "vícios" que dificultam a adaptação de técnicos estrangeiros nos clubes do país.
"É complicado trazer um profissional de fora no meio de temporada. Ele chega aqui e não tem condição de agregar. O jogador brasileiro também é cheio de vícios. Quando eles não entendem e absorvem a metodologia, eles se entregam. É um negócio muito profundo. Futebol não é ciência exata', disse.
Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.



