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FIA define mudanças no regulamento da Fórmula 1 para 2026 após série de reuniões

Mudanças surgem após análises dos três primeiros eventos da temporada e passam a valer já no GP de Miami

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Circuito do Japão da Fórmula 1
Circuito do Japão da Fórmula 1 • Andrew Caballero-Reynolds/AFP

A Fórmula 1 terá alterações no regulamento técnico de 2026. A decisão saiu nesta segunda-feira (20), após reuniões entre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), chefes de equipe, fabricantes de unidades de potência e representantes da categoria.

As mudanças resultam de uma série de discussões virtuais realizadas ao longo do mês. Três encontros reuniram as partes envolvidas: os primeiros aconteceram nos dias 15 e 16, e o último ocorreu nesta segunda-feira, quando houve a definição das propostas.

A necessidade de ajustes surgiu após reclamações de pilotos e de parte do público, que apontaram preocupações com a segurança e com a chamada “artificialidade” das disputas.

A intenção da FIA é permitir que os pilotos explorem mais o limite dos carros, sem comprometer aspectos positivos, como o aumento no número de ultrapassagens.

As alterações passam a valer já no GP de Miami. Apenas as mudanças relacionadas às largadas terão fase de testes antes da implementação definitiva.

Principais ajustes definidos pela FIA

Mudanças na classificação (quali)

  • Redução da recarga máxima de energia de 8 MJ para 7MJ, com objetivo de diminuir o consumo excessivo e incentivar maior constância em alta velocidade
  • Aumento da potência do “superclipping” de 250 kW para 350 kW, o que reduz o tempo de recarga e a carga de gestão por parte dos pilotos

Mudanças nas corridas

  • Limite de 150 kW para o uso de potência extra (“boost”), o que reduz diferenças bruscas de desempenho
  • Manutenção de 350 kW do MGU-K nas zonas de aceleração e ultrapassagem, com limite de 250 kW nos demais trechos da pista
  • Medidas voltadas à redução de velocidades de aproximação, sem comprometer as oportunidades de ultrapassagem

Mudanças nas  largadas (em fase de teste) 

  • Implementação de sistema para detectar aceleração anormalmente baixa após a largada
  • Ativação automática do MGU-K nesses casos, garantindo nível mínimo de desempenho sem vantagem esportiva
  • Introdução de alertas visuais com luzes intermitentes para avisar pilotos que vêm atrás
  • Reinício do contador de energia na volta de formação, corrigindo inconsistência identificada no sistema

Mudanças para pista molhada

  • Aumento da temperatura dos pneus intermediários para melhorar a aderência inicial
  • Redução da atuação do ERS, com limitação de torque para facilitar o controle dos carros
  • Simplificação dos sistemas de iluminação traseira, com sinais mais claros para melhorar a visibilidade

As propostas seguem agora para votação eletrônica no Conselho Mundial de Automobilismo da FIA. A expectativa é de aprovação antes do GP de Miami, marcado para o dia 3 de maio, quando parte das novas regras já deve entrar em vigor.

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Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.