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Drugovich aponta diferenças dos carros da Fórmula E em relação aos do WEC e da F1

Brasileiro substitui Nyck de Vries e estreia na categoria de carros elétricos neste fim de semana

Felipe Drugovich aponta diferenças da Fórmula E em relação aos carros do WEC e da F1

Estreante na Fórmula E, Felipe Drugovich concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (11) antes do E-Prix de Berlim. O brasileiro citou diferenças entre os carros da Fórmula E, Campeonato Mundial de Endurance (WEC), e da Fórmula 1.

Substituto de Nyck de Vries na Mahindra, Drugovich é piloto reserva e de testes da Aston Martin na Fórmula 1. Segundo o piloto, os carros da Fórmula E possuem similaridades aos bólidos da categoria Hypercar do WEC.

“Acho que, variando o tempo inteiro os carros, né? Acho que nos últimos dois, três anos eu andei numa ‘salada’ de carros. Acho que cada um, realmente, me ensinou um tipo de coisa. Acho que o Hypercar e o Fórmula E não são tão distintos assim como parecem”, iniciou.

Primeiro, a economia de energia não é tão diferente assim. Lá (no WEC), a gente economiza a energia, não só do (motor) híbrido, mas também do (motor à) combustão, e aqui é tudo sobre economia de energia, né? Então, acho que tem algumas coisas que eu que consigo transferir de lá (WEC) para cá (Fórmula E)”, concluiu o piloto.

Felipe apontou outra semelhança em relação aos carros do WEC e os da Fórmula E.

É um carro que também não tem muito grip (aderência) igual esse aqui. Então, eu acho que esses dois são até fáceis de comparar”, disse Felipe.

Sobre as características dos bólidos da Fórmula 1 comparados aos da Fórmula E, o brasileiro foi direto.

“Acho que (os carros da) Fórmula 1 e o Indy são um pouco diferentes. ”, afirmou Drugovich.

Gestão de energia e estilo de pilotagem

Adiante, Drugovich falou sobre a gestão de pneus na Fórmula E e comentou sobre a gestão de bateria dos carros elétricos.

“Acho que (o Fórmula E) é o mais diferente de todos, mais longe de todos, no final das contas. Principalmente por ser um pneu completamente diferente, um pneu que, no final do dia, é um pouco mais fácil (de gerir), mas completamente diferente o jeito que você tem que tratar eles”, começou.

“Economia de energia o tempo inteiro. Você vindo de um motor a combustão, quase tudo que você faz para usar combustível, no motor a combustão, é diferente aqui. Você tem que recuperar energia em freadas. Então, isso é uma coisa que você tem que aprender bastante. Como maximizar as freadas para recuperar a maior quantidade de energia”, concluiu Drugovich.

Por fim, Felipe destacou o aprendizado que adquiriu em outras categorias o desenvolveu para a estreia na Fórmula E.

“Eu acho que nunca vai ser perfeito (a gestão de energia), mas é o que você pode fazer para recuperar o máximo possível nesse no meio desse caos (tráfego). Então, tem muita coisa que você consegue aprender das outras categorias que também consegue ajudar aqui (na Fórmula E)”, pontuou o piloto brasileiro.

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.