Rebeca Andrade revela peculiaridade particular em treinos e competições da ginástica
Ginasta brasileira foi premiada como melhor atleta feminina do Brasil em 2023

A ginasta Rebeca Andrade revelou uma peculiaridade particular em competições e treinos. Um dos destaques do esporte olímpico no mundo, a brasileira disse que treina e compete sem lentes de contato. A atleta tem problemas na visão e afirmou 'não enxergar muito bem' os aparelhos.
"Não gosto de usar as lentes, porque fico com medo de cair magnésio nos olhos e me atrapalhar. Não enxergo (a trave, aparelho que tem só 10 centímetros de largura). Vou no feeling", disse em entrevista ao sportv.
Rebeca revelou que já competiu de lentes de contato, mas tem um medo específico. O carbonato de magnésio, pó utilizado por ginastas para aumentar aderência nos aparelhos, cair em seus olhos. A ideia é 'não arriscar' caso o olho, com lente, seja atingido pela substância. A ginasta disse já ter acostumado a competir dessa forma.
"Quando eu enxergo bem (os aparelhos), fico com medo. Já tentei e fico com medo. Quando cai magnésio no olho não dá, é muito ruim. Se eu estiver de lente, já era. Prefiro não arriscar", afirmou Rebeca.
A situação chama atenção porque um dos aparelhos que Rebeca Andrade compete é a trave. A ginasta precisa se equilibrar num espaço de dez centímetros.
Na última sexta-feira (15), Rebeca Andrade foi eleita a melhor atleta feminina pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Foi a terceira vez consecutiva que a ginástica foi premiada. A ginasta, de 24 anos, somou nove medalhas em duas disputas: Mundial de Ginástica da Antuérpia e os Jogos Pan-Americanos de Santiago.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
