Belo Horizonte
Itatiaia

Morre Agnes Keleti, medalhista olímpica mais velha do mundo, aos 103 anos

Agnes Keleti sobreviveu ao holocausto e se estabeleceu na ginástica artística

Por
Agnes Keleti, medalhista olímpica mais velha do mundo, morre aos 103 anos • Szalmás Péter/HOC

A ginasta húngara Agnes Keleti morreu, nesta quinta-feira (2), aos 103 anos, em Budapeste, na Hungria. A medalhista olímpica mais velha do mundo estava internada desde o dia 25 de dezembro com um grave quadro de pneumonia. O falecimento foi confirmado pelo Comitê Olímpico Húngaro (HOC).

A ginasta ganhou 10 medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, em duas edições de Jogos Olimpícos. Ela é considerada a segunda maior atleta da história da Hungria, somente atrás do esgrimista Aladár Gerevich, morto em 1991. Gerevich também tem 10 medalhas olímpicas, entretanto, sete são de ouro, uma de prata e duas de bronze.

Sobrevivente do holocausto

Nascida Agnes Klein, em 9 de janeiro de 1921, a húngara começou na ginástica artística ainda adolescente. Em 1937, aos 16 anos, ganhou seu primeiro campeonato nacional.

Pouco tempo depois, ela foi banida das competições por ser judia. A Europa enfrentava o holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Para se proteger, ela, a mãe e a irmã assumiram identidades de freira católicas. O pai e outros familiares foram mortos no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.

Após o fim da guerra, Agnes sofreu uma lesão ligamentar, que adiou sua estreia olímpica. Ela, então, participou dos seus primeiros Jogos Olímpicos em Helsinque, em 1952, aos 31 anos. Nessa edição, ela conquistou um ouro, uma prata e dois bronzes. Em Melbourne 1956, Keleti ganhou mais seis medalhas, sendo quatro de ouro.

Por

Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte