Itatiaia

UFC em BH? Minotauro explica por que Brasil não recebeu eventos em 2026: 'Ano atípico'

Ex-campeão do peso pesado (até 120kg) do UFC cedeu entrevista à Itatiaia abordou a ausência dos eventos da maior promoção de MMA do mundo em terras brasileiras; ainda comentou sobre a possibilidade de um evento em Belo Horizonte

Por
Assistir vídeo: LENDA DO UFC, MINOTAURO FALA SOBRE MOMENTO DO MMA NO BRASIL E ELEGE PRINCIPAIS LUTADORES

O UFC não realizou eventos no Brasil em 2026, e Rodrigo Minotauro, ex-campeão e embaixador da organização, explicou os motivos durante entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (15).

Segundo o ex-atleta, a ausência de eventos no país foi uma escolha estratégica da empresa. O UFC priorizou a migração para uma nova plataforma televisiva e a expansão do Apex, sua arena interna em Las Vegas.

A decisão de não promover eventos no Brasil acompanhou duas movimentações simultâneas dentro da organização. O UFC deixou o Fight Pass e passou a transmitir seus conteúdos pelo streaming Paramount+.

Ao mesmo tempo, o Apex passou por uma reforma que aumentou sua capacidade para mais de mil pessoas; antes da obra, a arena mal comportava esse número de espectadores.

"Foi uma escolha de fazer eventos internos, focar mais na TV", disse à reportagem da Itatiaia, complementando que "com certeza o UFC vindo ao Brasil é importante".

Brasil e a força no plantel do UFC

O embaixador da organização reforçou o peso do Brasil dentro do UFC para justificar a expectativa de retorno dos eventos ao país. Ele estimou que o país tem atualmente entre 124 atletas ranqueados na organização, que conta com um plantel total de aproximadamente 600 lutadores. Pelos seus cálculos, os brasileiros representam cerca de um quarto de todos os atletas do UFC.

"A gente tem 600 atletas no total, ou até um pouco menos. Então, 124 é muita coisa. A gente está falando de quase um quinto, um quarto. É impressionante! Mais de quarto do plantel inteiro da organização. É importante a gente ter eventos aqui. Vai ter, deve ter, com certeza", garantiu.

UFC em BH?

Belo Horizonte surgiu na conversa como uma candidata natural para sediar um evento. Minotauro citou o crescimento de Minas Gerais no cenário das artes marciais mistas e mencionou atletas mineiros que poderiam puxar o interesse local, como Natália, Petrino e Glover Teixeira, natural de Sobrália. A presença de nomes da região, na avaliação do ex-campeão, seria um fator decisivo para mobilizar o público e viabilizar o retorno dos eventos ao estado.

"Mas, pelo tamanho daí, da Natália, né? O que Minas Gerais tem feito nos últimos tempos é impressionante. Chama a atenção mesmo. E quem faz o evento é o atleta, né? É uma empresa feita de ídolos", disse.

O ex-lutador apontou, no entanto, uma exigência técnica para que BH possa sediar uma noite de UFC: a iluminação do local precisa vir de cima, e não das laterais. Ele lembrou que, em um evento anterior a cobertura lateral comprometeu a visibilidade nas arquibancadas, reduzindo em quase 20% o campo de visão dos espectadores sentados nas fileiras mais altas.

"Poxa, mas seria bacana demais. Bom para a gente. A gente já tomava um cafezinho aqui, comia um pão de queijo. Cara, ontem eu caí dentro do pão de queijo!", brincou, ao finalizar.

Por

Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais
 

 

Belo Horizonte