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Alívio e frustração! Após fuga do rebaixamento, CEO do Vasco analisa a temporada

Lúcio Barbosa, que assumiu o cargo após a saída de Luiz Mello, garante que clube não pode mais conviver com essa situação na Série A do Campeonato Brasileiro

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Lúcio Barbosa, CEO do Vasco, celebrou a permanência na Série A do Brasileiro

Matheus Lima/Vasco

O sentimento de alívio pela permanência na Série A contrasta com a frustração de uma temporada inteira brigando para não jogar novamente a Série B do Campeonato Brasileiro. Essa é a tônica dentro do Vasco, após a vitória sobre o Red Bull Bragantino, que livrou o clube do seu quinto rebaixamento da história. E o CEO do clube, Lúcio Barbosa, deu seu depoimento.

Após o fim da temporada, o dirigente concedeu entrevista coletiva, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, para falar do caminho que o Vasco percorreu em 2023 e para mostrar planos para o próximo ano. Assim como Ramón Díaz avisou, Barbosa é mais que não aceita o Cruz-Maltino viver na corda bamba no Brasileirão.

“Nessa madrugada, conversamos muito e ninguém está feliz no Vasco. Estamos aliviados e muito frustrados por tudo que a gente passou esse ano, e todos somos responsáveis. O que a gente conversou é que a gente não pode mais aceitar isso. O Vasco não merece isso, e ano que vem a gente vai fazer diferente”, analisou, elogiando a torcida e a comissão técnica:

“Queria primeiro agradecer à torcida do Vasco, sentimos muito quando São Januário ficou fechado, e a torcida empurrou o time nos momentos mais difíceis. Sempre na história do Vasco aconteceu isso, desde a construção de São Januário. Obrigado a todos os funcionários, que se dedicaram e trabalharam com um sorriso no rosto e não tiveram dúvida. Isso contagia e fez a gente ir além. Comissão técnica maravilhosa. Isso prova que quando todos os vascaínos estão juntos, a gente é imbatível. Conseguimos algo que era tido como impossível”, completou.

Ainda no cargo de forma interina, Lucio preferiu não dar detalhes se continuará para o próximo ano, mas a Itatiaia apurou que a tendência é que ele seja mantido de forma efetiva pela 777 Partners, detentora de 70% da SAF do clube.

“Eu aceitei o desafio (assumir vaga de Luiz Mello), porque não tem como dizer não se o Vasco precisa. Aceitei porque acreditava. Existe a possibilidade de eu ficar, fico muito honrado de poder representar o clube que eu sempre torci, desde criança. Temos que tomar mais ações, ser mais rápidos e mais certeiros”, comentou.

Orçamento para 2024

Após o ano estar encerrado, o CEO prometeu o Vasco forte no mercado competitivo com os outros grandes clubes do Brasil. Sem falar em números, ele garantiu que o clube não medirá esforços para se reforçar.

“A gente não fala de números, mas vamos competir no mercado contra os grandes times por jogadores que sejam do tamanho do Vasco e que consigam jogar aqui, porque não é para qualquer um. Vamos esperar que o orçamento seja algo similar ao que a gente teve esse ano. Sobre a janela de transferência do dinheiro, a gente conversa muito com a 777, houve antecipações esse ano por causa das necessidades e pode acontecer no ano que vem”, contou.

Lúcio ainda celebrou o fato do Vasco estar com todos os pagamentos em dia, desde que assumiu o cargo.

“Foi um ano desafiador, não só pela parte financeira, mas pela parte de controles internos. Temos quitado todas as dívidas com clubes, e assim temos que colocar o Vasco no mercado. É difícil, porque assumimos uma dívida de mais de R$ 700 milhões, é muita coisa para pagar. No último um ano e meio, a 777 colocou R$ 310 milhões no Vasco. No ano que vem, vai colocar mais R$ 270. Isso vai nos ajudar a colocar tudo em dia. Está tudo em dia. Salários, férias, 13º, CRND, RCE”, finalizou.

Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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